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07/02/2005 - 16h28
ONU diz que ajuda para abrigar vítimas do maremoto é insuficiente

Genebra, 7 fev (EFE).- A contribuição financeira da comunidade internacional para construir casas temporárias para as vítimas do maremoto no sudeste asiático ainda é insuficiente, lamentou nesta segunda-feira uma alta representante da ONU, em Genebra.

As contribuições também não são suficientes para os programas de criação de emprego, considerados essenciais pela ONU para que os povos afetados se recuperem e retomem um ritmo de vida normal.

O maremoto de 26 de dezembro no Oceano Índico afetou 11 países do sudeste asiático e devastou comunidades inteiras em Indonésia, Índia, Sri Lanka e Tailândia, deixando mais de 280 mil mortos.

A coordenadora das operações de resgate e reabilitação das regiões de desastre, Margareta Wahlstrom, pediu hoje aos governos que entreguem a ajuda prometida o mais rápido possível.

Wahlstrom sustentou que construir casas e oportunidades de trabalho para as vítimas serão os dois assuntos de maior importância em um futuro próximo.

"O que realmente fará diferença será o fato de que as pessoas possam voltar a trabalhar", disse a coordenadora, após insistir que deve ser evitado que a ajuda gere dependência, algo que "criaria um problema real a longo prazo".

As piores conseqüências do maremoto aconteceram no norte da ilha indonésia de Sumatra, onde causou mais de 200 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos. No entanto, povoados inteiros em Sri Lanka, Índia, Tailândia, Maldivas, Seychelles e Somália (no leste da África) perderam suas casas e seus meios de sustentação.

Em janeiro, a ONU fez um pedido de fundos de emergência no valor de 977 milhões de dólares, que seriam canalizados por suas agências especializadas e permitiriam o financiamento dos programas de ajuda mais urgentes nos seis meses seguintes à catástrofe natural.

Mesmo existindo promessas de doações para cobrir a maior parte desse montante, a cota destinada concretamente aos programas de moradia e promoção de emprego "foi financiada em menos de 50%", disse Wahlstrom.

Até o momento, os doadores fizeram promessas formais de 901 milhões de dólares, indicou uma fonte do Escritório de Assuntos Humanitários da organização.

Os programas de geração de renda compreendem ações como a limpeza de escombros, para a qual podem ser contratados moradores das regiões devastadas. Além disso, são aceitos equipamentos para a pesca, que constituía a principal atividade geradora de renda em várias regiões afetadas.

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