UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA

Selo
Selo
ARQUIVOS

 

08/02/2005 - 09h26
Criador da Dolly autorizado a clonar embriões humanos

Londres, 8 fev (EFE).- O cientista britânico que criou a ovelha Dolly também poderá clonar embriões humanos, em uma polêmica tentativa de curar doenças degenerativas como o Alzheimer e o Parkinson.

O professor Ian Wilmut e sua equipe do Kings College, de Londres, que solicitaram essa permissão em setembro do ano passado para realizar essas experiências, receberam nesta terça-feira a oportuna permissão da Autoridade para a Fertilização e a Embriologia Humanas do governo britânico.

Desde 2001, só a clonagem com fins terapêuticos é legal no Reino Unido. Esta é a segunda vez que a autoridade competente emite uma autorização deste tipo.

Em agosto, o governo deu sinal verde a uma equipe de cientistas da Universidade de Newcastle para clonar embriões humanos.

Até agora, os cientistas quiseram criar embriões clonados para ver se poderiam crescer e se converter em tecidos que permitiriam consertar zonas do corpo danificadas. O projeto de Wilmut, no entanto, é distinto.

O cientista, do instituto Roslin de Edimburgo, quer deliberadamente clonar embriões que têm a doença dos neurônios motrizes a partir de pacientes que apresentam essa condição.

Segundo Wilmut e seu colega, Christopher Shaw, do Departamento de Psiquiatria do Kings College, as células dos embriões podem ser utilizadas para ver com detalhe como progridem esse tipo de doença degenerativa.

A doença dos neurônios motrizes deve-se à morte dessas células, que controlam os movimentos no cérebro e na medula espinhal.

A fraqueza nos músculos da cara e da garganta causam dificuldades na hora de falar ou de engolir. Mais da metade das pessoas que sofrem desse mal morrem aproximadamente quatorze meses após o diagnóstico.

O professor Wilmut e sua equipe querem aplicar aos embriões humanos a técnica utilizada para clonar a Dolly: a substituição nuclear celular.

A ovelha Dolly, nascida em julho de 1196, foi o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta e morreu em fevereiro de 2003 depois de padecer de uma doença pulmonar progressiva que normalmente só se apresenta nas ovelhas velhas.

Wilmut deixou bem claro que sua equipe não tem a intenção de clonar bebês e assegurou que os embriões serão destruídos depois da experiência.

Segundo Roger Pederson, professor de medicina regenerativa da Universidade de Cambridge, citado hoje pela BBC, aqueles que se opõem a esse tipo de experimento por razões morais podem ficar tranqüilos.

A tecnologia não será aplicada para clonar nenhum ser humano já que há leis muito estritas no Reino Unido que proíbem transplantar um embrião desse tipo ao útero de uma mulher.

Alguns críticos como Donald Bruce, da Igreja da Escócia, assinalam que é impossível descartar essa possibilidade a menos que seja ditada uma proibição mundial contra a clonagem porque a ciência não conhece fronteiras.

ÍNDICE DE ÚLTIMAS NOTÍCIAS   IMPRIMIR   ENVIE POR E-MAIL

Folha Online
Acompanhe ao vivo placar de Coritiba x São Paulo e mais 3 jogos
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Mesmo sem apoio, presidente deposto diz que volta ao país
UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA