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04/03/2005 - 16h55
Agente secreto morre e jornalista é ferida após libertação
Roma, 4 mar (EFE).- Um agente secreto italiano morreu quando uma
patrulha americana disparou contra o automóvel que transportava a
jornalista Giuliana Sgrena, que acaba de ser libertada por seus
seqüestradores e que ficou ferida no incidente, à embaixada
italiana, segundo fontes oficiais citadas pela imprensa local.
O falecido foi identificado como Nicola Calipari, um especialista
membro do SISMI, os serviços secretos militares, que previamente
tinha prestado seus serviços à espionagem civil da Itália.
No incidente, protagonizado por um veículo blindado dos EUA que
disparou por motivos ainda indeterminados, outro membro dos serviços
secretos também ficou ferido.
Os dois feridos, que segundo as fontes estão bem, foram levados a
centros médicos de Bagdá.
Aparentemente, Giuliana Sgrena teria sido atingida no ombro, ao
ser protegida por Calipari.
As autoridades italianas, que informaram sobre o incidente
Gabriele Polo, diretor do jornal Il Manifesto, para o qual Sgrena
trabalha, tentam reconstruir os fatos, que teriam ocorrido a caminho
do aeroporto de Bagdá.
Este episódio escureceu a alegria que tinha se espalhado na
Itália depois de divulgada a notícia da libertação da jornalista, de
57 anos, capturada há um mês nas imediações da universidade da
capital iraquiana.
Depois de várias reivindicações, através da internet, em 16 de
fevereiro os seqüestradores difundiram um vídeo no qual a jornalista
implorava por sua libertação e pedia ao governo italiano que
retirasse suas tropas do Iraque.
Pouco antes, o Parlamento italiano tinha aprovado a prorrogação
da missão militar italiana "Nova Babilônia", que mantém cerca de
3.000 soldados na cidade de Nassiriya, ao sul de Bagdá.

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