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02/04/2005 - 18h11
Kofi Annan lamenta a perda de um "advogado da paz e do diálogo"
Nova York, 2 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Kofi Annan,
lamentou neste sábado a morte de João Paulo II, afirmando que além
de ser o guia espiritual católico, o Papa era um "inesgotável
advogado da paz e pioneiro do diálogo entre religiões".
Em declaração escrita divulgada pouco após a divulgação da
notícia do falecimento, Annan se mostrou "profundamente
entristecido" pela morte do Santo Padre, com o qual teve "o
privilégio" de se reunir várias vezes nos últimos anos.
"Sempre me impressionou seu compromisso para que as Nações Unidas
se transformassem - como disse em seu discurso na Assembléia Geral
em 1995 - em uma força moral na qual todas as nações do mundo se
sentissem em casa e desenvolvessem uma consciência comum da
existência, ou seja, uma família de nações", disse.
Annan expressou seus pêsames aos católicos e a todos aqueles no
mundo sensíveis à vida de oração e dedicada à não violência e à paz
que o Papa levou.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, afirmou que o
Pontífice deixa um legado de compaixão e amor, numa lição de
humildade para todos, e que João Paulo II representava "uma luz de
esperança em um mundo freqüentemente obscuro e tumultuoso".
"Em suas inesgotáveis viagens, ele rompeu muralhas, inclusive a
(...) que isolava e reprimia sua Polônia natal, e expandiu sua
mensagem de paz e dignidade humana" a todas as expressões de fé,
acrescentou o prefeito, que governa uma cidade com 2,4 milhões de
católicos, que tiveram "a honra" de receber João Paulo II duas vezes
durante seu Pontificado.
Seu amor incondicional a toda a humanidade uniu nações, raças e
religiões, acrescentou Bloomberg, que disse que os católicos perdem
com a morte do Papa um líder espiritual que inspirava todos, e o
mundo, um "amigo amado e dedicado".

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