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07/07/2005 - 12h56
Morte e horror tomam conta de Londres depois dos atentados

Por Viviana García Londres, 7 jul (EFE).- Londres ficou em meio à morte e ao horror nesta quinta-feira, depois dos vários atentados sucessivos na rede de transportes da capital britânica, que deixaram pelo menos 33 mortos e centenas de feridos, 47 em estado crítico.

O que começou como um dia comum para os milhões de londrinos que usam o metrô todos os dias, logo se transformou em caos quando aconteceu a primeira explosão em um comboio entre as estações de Liverpool Street e Moorgate.

De início, os serviços de emergência falavam sobre um problema no serviço de abastecimento elétrico no metrô, mas a segunda explosão, em outro comboio entre as estações de Russell Square e King's Cross, levantou o temor de que o pior teria acontecido.

O pesadelo de um ataque terrorista, que as forças da ordem britânicas alertaram tantas vezes, se tornou realidade com a notícia de uma explosão em um dos tradicionais ônibus vermelhos de dois andares, na praça Tavistock.

Os londrinos passaram da alegria - por causa da escolha de Londres como sede dos Jogos Olímpicos de 2012 - à tristeza e angústia, quando ambulâncias e carros da polícia tomavam conta das ruas da cidade para socorrer as vítimas.

Segundo informações da polícia, pelo menos 33 pessoas morreram nos metrôs e um número não-especificado no ônibus. Várias centenas de pessoas ficaram feridas, 47 delas em estado crítico.

Uma testemunha disse que, quando ouviu a explosão, viu que "a metade do ônibus tinha voado pelos ares".

A polícia reforçou rapidamente a segurança nos edifícios públicos, principalmente no palácio de Buckingham, residência oficial da Família Real, e fechou toda a rede do metrô de Londres até novo aviso.

Um helicóptero do Exército sobrevoava o centro da cidade hoje.

O metrô é o principal meio de transporte de Londres, uma cidade com ruas estreitas, planejada mais para os cavalos de antigamente do que para o tráfego de uma capital com oito milhões de habitantes.

O ministro do Interior do Reino Unido, Charles Clarke, disse hoje que toda a rede de metrô - usada por três milhões de pessoas por dia - continuará fechada até novo aviso, e pediu que a população não vá ao centro de Londres.

As autoridades decidiram cancelar o pedágio cobrado dos motoristas que entram em Londres para facilitar o tráfego.

Além disso, os serviços de ônibus foram suspensos no centro da capital e os trens estão operando com atrasos, mas a atividade nos aeroportos é normal.

Ambulâncias de vários condados próximos a Londres foram à capital britânica para ajudar no atendimento aos feridos.

A polícia de Londres disse que não houve nenhum aviso sobre a colocação dos quatro artefatos que explodiram nesta quinta-feira.

Um porta-voz da Scotland Yard disse que os ataques eram "covardes", planejados para matar pessoas inocentes.

As forças da ordem estabeleceram um centro de atendimento aos parentes das vítimas, e disponibilizaram o seguinte número de telefone: 08701566344.

Os terroristas - que tudo indica serem da rede Al Qaeda -, cometeram o atentado na hora do rush da manhã, coincidindo com a cúpula do Grupo dos Oito (G8), os sete países mais ricos do mundo e a Rússia, em Gleneagles, na Escócia.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, estava em Gleneagles e voltou a Londres para acompanhar de perto a gestão da crise.

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