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12/01/2006 - 12h01
Mais de 60 peregrinos morrem em tumulto em Meca
Meca (Arábia Saudita), 12 jan (EFE).- Mais de 60 peregrinos de diferentes nacionalidades morreram hoje, quinta-feira, em um tumulto durante o terceiro e último dia da peregrinação anual islâmica à cidade santa de Meca, informaram à EFE testemunhas.
"O resgate de cadáveres já terminou", disse à EFE sem mais detalhes uma fonte do Ministério da Saúde, que pediu anonimato.
O general Mansur al Turki, porta-voz do Ministério do Interior, disse por sua parte que os "primeiros cálculos falam de aproximadamente 50 mortos e dezenas de feridos".
Seu colega do Ministério da Saúde, Khaled Margabani, explicou à EFE que o tumulto ocorreu na chamada ponte de Yamarat, que dá acesso às colunas que representam o diabo na localidade de Mina, próxima a Meca.
"Assim que o alerta foi dado foi impedido o fluxo de fiéis", que chegavam à região aos milhares da vizinha Grande Mesquita, acrescentou.
No entanto, pouco depois o ritual continuou e os peregrinos lançavam suas sete pedras enquanto ambulâncias e veículos retiravam os cadáveres.
O ritual do apedrejamento do diabo põe fim à peregrinação anual muçulmana aos lugares santos de Meca e Medina, berços do Islã, dos quais neste ano participaram mais de dois milhões de fiéis chegados de todos os pontos do planeta.
Apesar das medidas de segurança estabelecidas todos os anos pelas autoridades sauditas, acidentes deste tipo são freqüentes.
Em 1990, mais de 1.400 peregrinos morreram em um tumulto similar em um dos túneis que levam às colunas de Mena, que os fiéis apedrejam em várias ocasiões com sete pedras recolhidas no caminho.
Em 2004, um total de 244 pessoas morreram durante este ritual, o mais perigoso da peregrinação, um dos cinco pilares do Islã.

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