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25/01/2006 - 14h18
América Latina teme derrota de Lula, dizem petistas no Fórum Social Mundial

Caracas, 25 jan (EFE).- Dirigentes do PT admitiram nesta quarta-feira na
Venezuela que perceberam a preocupação entre os participantes do 6º Fórum Social Mundial (FSM) com uma eventual derrota eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais brasileiras.

O secretário-geral do PT, Raul Pont, disse à EFE que tem mostrado "aos preocupados" que pesquisas recentes apontam Lula como favorito, embora algumas indiquem um empate técnico com o prefeito de São Paulo, José Serra, do PSDB.

Pont acrescentou que, em breve, o PT fará suas próprias pesquisas e disse acreditar que o presidente se distanciará de Serra e outros candidatos nas eleições presidenciais de 1º de outubro.

Mais cedo, o chefe de Relações Internacionais do PT, disse, em entrevista coletiva, que "para a América Latina, a reeleição de Lula é fundamental". Ele também identificou temores de "uma regressão" da esquerda regional com a eventual derrota do partido do presidente brasileiro nas urnas.

De qualquer forma, Pomar reconheceu que o PT "já está em campanha". Ele duvidou que Lula tenha acusado seu partido de atrapalhar sua gestão, como afirmam versões da imprensa, que o chefe de Relações Internacionais do partido considera "exageradas". Os meios de comunicação brasileiros, segundo Pomar, consideram o presidente venezuelano, Hugo Chávez, "ditador e autoritário" e afirmam que ele acabou com a propriedade privada na Venezuela.

"No Brasil, se apresenta um Chávez muito diferente", acrescentou, e atribuiu às mesmas fontes jornalísticas uma tentativa de dividir "as forças progressistas" latino-americanas, ao chamar o governo Lula de "esquerda light" e o de Chávez de "esquerda radical".
"Esta é a mesma intenção, muito clara", do Governo dos EUA e "nós não estamos nesse jogo", acrescentou.

O PT é uma das dezenas de organizações políticas e sociais brasileiras que participam do FSM em Caracas. Há aproximadamente 8.000 ativistas brasileiros entre os cerca de 70 mil de vários países que participam do encontro iniciado na terça-feira e que se estenderá até domingo na capital venezuelana.


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