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18/05/2006 - 20h34
Sobe para 152 número oficial de mortos em onda de violência em SP
São Paulo, 18 mai (EFE).- A ofensiva lançada há seis dias pelo
Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado de São Paulo e a
posterior resposta policial deixaram 152 mortos e 54 feridos,
segundo um balanço oficial divulgado hoje.
Das 152 pessoas mortas, 41 eram responsáveis da segurança
(policiais, guardas municipais e agentes penitenciários), quatro
civis e 107 supostos criminosos, segundo a Secretaria de Segurança
Pública de São Paulo.
A ofensiva do PCC teve início na sexta-feira à noite, em
represália à transferência de 765 presos a centros penitenciários de
segurança máxima, incluindo líderes do PCC.
No relatório divulgado pela secretaria, não estão contabilizadas
as mortes de dez presos ocorridas durante as rebeliões que o PCC
promoveu em dezenas de prisões paulistas. Esta relação corresponde à
Secretaria de Administração Penitenciária.
Com mais essas vítimas, já são 162 os mortos registrados nos 293
ataques do PCC e em rebeliões.
Os atentados, que tiveram como principais alvos delegacias,
postos policiais, ônibus e bancos, provocaram pânico em São Paulo.
O balanço oficial destaca que até hoje tinham sido incendiados 82
ônibus, e que foram registrados ataques contra 56 casas de policiais
e 17 bancos ou caixas automáticos, entre outros alvos civis.
A resposta policial trouxe como resultado, além dos 107 supostos
criminosos mortos, a detenção de outros 124 e a apreensão de 146
armas de diverso calibre.
Apesar da onda de violência ter diminuído nos últimos dois dias,
e de as autoridades terem assegurado que a situação está sob
controle, na madrugada desta quinta-feira ainda ocorreram incidentes
que deixaram vários mortos e ônibus queimados.
Defensores dos direitos humanos acusaram a Polícia Militar de
sair às ruas em busca de vingança pelos companheiros que foram
vítimas da ofensiva do PCC. Segundo os ativistas, isso teria custado
a vida de civis alheios à guerra urbana que assola o estado.
A acusação foi rejeitada pelas forças da ordem.

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