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20/06/2006 - 15h46
OMS alerta para alto número de infecções por transmissão sexual

Genebra, 20 jun (EFE).- Cerca de oito milhões de mulheres de todo o mundo enfrentam a cada ano complicações perigosas em suas gestações devido a infecções transmitidas sexualmente ou por pouca higiene em suas relações sexuais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que alertou hoje para o progressivo aumento desse tipo de contágio.

Por essa razão, autoridades da OMS e do Fundo da ONU para a População (UNFPA) decidiram tomar medidas para conter essa tendência à piora das condições da saúde sexual e reprodutiva e reduzir seu impacto negativo sobre a população, especialmente sobre as mães, as crianças e os jovens.

No mundo todo, embora majoritariamente nos países em desenvolvimento, os deficientes serviços de saúde sexual e reprodutiva fazem crescer progressivamente o número de infecções transmitidas sexualmente, que a cada ano sofre um aumento de cerca de 340 milhões de novos casos.

Entre as infecções virais, destacam-se as do HIV, que contamina cerca de 4,1 milhões de pessoas ao ano, e a do vírus do papiloma humano (HPV), relacionado ao câncer cervical e responsável pela morte de mais de 240.000 mulheres ao ano.

No que se refere às infecções bacteriológicas, a OMS destaca a da clamídia e a da gonorréia, que afetam majoritariamente pessoas com entre 15 e 49 anos, a maioria das quais não recebe tratamento porque não tem acesso aos serviços médicos correspondentes.

"Há um verdadeiro aumento no número e no grau de severidade das infecções transmitidas sexualmente a cada ano, especialmente entre os jovens", assegurou o diretor-geral interino da OMS, Anders Nordstrom, que lembrou que mais de cem milhões de infecções por transmissão sexual a cada ano atingem pessoas de entre 15 e 24 anos.

Parte dessas infecções poderia ser evitada se aumentasse o planejamento familiar, ou se diminuíssem as mutilações genitais femininas, que, acredita-se, são praticadas em cerca de três milhões de meninas e adolescentes.

Por isso, os responsáveis de ambas as organizações decidiram coordenar iniciativas que reforcem e aumentem a efetividade dos programas nacionais em matéria de higiene sexual.

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