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24/06/2006 - 00h54
Presidente das Filipinas assina lei que acaba com a pena de morte
Manila, 24 jun (EFE).- A presidente das Filipinas, Gloria
Macapagal Arroyo, assinou hoje a lei que acaba com a pena de morte
no país, em seu primeiro ato após sair do hospital em que foi
internada na quinta-feira, com problemas intestinais.
Só faltava a assinatura de Arroyo para as Filipinas se unirem ao
grupo de três nações da região da Ásia-Pacífico (Austrália, Nova
Zelândia e Timor Leste) onde não existe a pena capital.
A lei substitui a pena de morte pela prisão perpétua. Para a
presidente, a mudança "marca o fim de uma era de justiça vingativa".
A presidente enfrentou uma forte oposição de setores da sociedade
filipina favoráveis à pena de morte, entre eles associações de
vítimas de seqüestros e assassinatos. Ela argumentou que as
execuções "mostraram não ser úteis a seu principal objetivo de
reduzir os crimes hediondos".
Gloria Macapagal Arroyo também citou suas crenças católicas para
explicar a sua rejeição à pena de morte. Mas foi acusada de
oportunismo por acelerar o processo antes das suas visitas ao
Vaticano e à Espanha.
A oposição alega que a presidente tenta de ganhar o apoio da
influente Igreja Católica filipina, diante das acusações de fraude
eleitoral e dos pedidos da oposição para renunciar. A crise no país
já dura um ano.
A cerimônia contou com a presença de membros do Governo, do
Parlamento, da comunidade diplomática e de líderes religiosos. Foi a
única atividade oficial prevista para este sábado. A presidente
adiou outros compromissos devido a sua internação.
Ao sair do hospital, a Chefe de Estado seguiu com seu marido,
Miguel Arroyo, para o Palácio de Malacañang, a residência
presidencial. O casal foi recebido por centenas de seguidores.
A doença intestinal também obrigou a Arroyo a adiar em um dia sua
viagem pela Itália, Vaticano e Espanha, que começará no domingo. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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