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18/08/2006 - 12h33
Cronologia da desintegração da União Soviética

Moscou, 18 ago (EFE).- Principais marcos do processo de desintegração da União Soviética:

16 de novembro de 1988: O Parlamento da Estônia proclama a primazia de suas leis sobre as vigentes na União Soviética, decisão cancelada em 26 do mesmo mês pelo Presidium do Soviet Supremo da URSS.

11 de março de 1990: O Parlamento da Lituânia aprova a lei sobre a restauração da independência.

13 de março de 1990: O líder da União Soviética, Mikhail Gorbachov, declara ilegal a proclamação do Parlamento lituano. No mesmo dia, o Congresso dos Deputados do Povo da URSS instaura um regime presidencial.

24 de novembro de 1990: Torna-se público o projeto do tratado que define as estruturas de uma União de Repúblicas Soberanas Soviéticas e que substituiria a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas definida em 1922.

20 de dezembro de 1990: O ministro de Assuntos Exteriores da URSS, Eduard Shevardnadze, renuncia em protesto contra "o avanço da ditadura", após cinco anos no cargo.

11 de janeiro de 1991: Soldados do Exército Soviético tomam os edifícios estratégicos em Vilnius, capital da Lituânia, e disparam contra a multidão. Quatorze pessoas morrem.

16 de janeiro de 1991: O Exército Soviético reprime manifestações pró-independência em Riga, capital da Letônia. Cinco pessoas morrem.

17 de março de 1991: 76,4% dos cidadãos da URSS votam pela manutenção da União. As três repúblicas bálticas, além de Geórgia, Moldávia e Armênia, boicotam o plebiscito.

12 de junho de 1991: Boris Yeltsin é eleito por voto universal presidente da Federação Russa com 57,3% de apoio. Assim, torna-se o primeiro presidente democraticamente eleito da história da Rússia.

1º de julho de 1991: Em Praga, é dissolvido o Pacto de Varsóvia, fundado em 1955 como contrapeso à Otan.

19 de agosto de 1991: Um grupo de oito altos funcionários do Governo, do Partido e do Exército assume a chefia do Estado, declara o estado de exceção e retém Gorbachov durante três dias em sua residência de verão em Foros (Península da Criméia, Ucrânia), alegando questões de saúde. Os golpistas pretendem frustrar a assinatura do novo Tratado da União, prevista para o dia 20. Yeltsin lidera a resistência agindo a partir da chamada "Casa Branca", sede do Parlamento russo.

20 de agosto de 1991: A Estônia proclama sua independência.

Seguem-se Letônia, no dia 21 de agosto; Ucrânia, no dia 24; Moldávia, no dia 27; Azerbaidjão, no dia 30, e Quirguistão, no dia 31 do mesmo mês.

21 de agosto de 1991: A tentativa de golpe fracassa e os conspiradores são detidos.

23 de agosto de 1991: Boris Yeltsin assina decreto sobre a suspensão provisória das atividades do Partido Comunista da Rússia.

24 de agosto de 1991: Mikhail Gorbachov renuncia ao cargo de secretário-geral do PCUS.

29 de agosto de 1991: O Soviete Supremo da URSS se dissolve após a suspensão das atividades do PCUS em toda a União.

1 de setembro de 1991: A república centro-asiática do Uzbequistão proclama sua independência. O Tadjiquistão segue seus passos no dia 9; a Armênia, dia 21 e o Turcomenistão, no dia 27 de setembro.

2 de setembro: Os Estados Unidos reconhecem a independência das três repúblicas bálticas.

6 de setembro: O Conselho de Estado da URSS reconhece a independência de Estônia, Letônia e Lituânia.

11 de outubro de 1991: O KGB (serviços secretos) é extinto e substituído por quatro serviços independentes.

6 de novembro de 1991: Boris Yeltsin ilegaliza os partidos comunistas da Rússia e da URSS (PCUS).

8 de dezembro de 1991: Os presidente de Rússia, Ucrânia e Belarus declaram que a União Soviética "não existe mais" e decidem fundar uma Comunidade dos Estados Independentes (CEI) aberta a todos os países da antiga URSS.

16 de dezembro de 1991: O Cazaquistão é a última república a proclamar sua independência.

24 de dezembro de 1991: A Rússia torna-se membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, substituindo a URSS.

25 de dezembro de 1991: Mikhail Gorbachov anuncia sua renúncia e a "desintegração" da URSS em discurso de doze minutos transmitido pela TV. Simultaneamente, o pavilhão vermelho soviético é retirado da cúpula do Kremlin e, meia hora depois, é içada a bandeira tricolor da Rússia.

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