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08/09/2006 - 02h19
Cientistas descobrem origem da aurora boreal
Pequim, 8 set (EFE).- O brilho da aurora boreal não se deve aos
ventos solares, como se achava até agora, mas às "subtempestades"
magnéticas, revelou hoje um cientista chinês que participou de uma
pesquisa conjunta com Estados Unidos e Europa.
"Descobrimos que as auroras causadas por ventos solares são muito
fracas e mal podem ser vistas a olho nu. As esplêndidas e coloridas
auroras que vemos são causadas na realidade pelas subtempestades
magnéticas", disse Cao Jinbin, do Centro de Pesquisa Espacial.
A descoberta foi possível graças aos dados recolhidos pelos
quatro satélites da Agência Espacial Européia (ESA). Segundo o
cientista chinês, o próximo passo será instalar um sistema de
controle das auroras, capaz de prever e analisar seus movimentos.
A aurora, que deve seu nome à deusa romana do amanhecer, ocorre
quando velozes fluxos de prótons e eléctrons vindos do Sol são
guiados pelo campo magnético da Terra e se chocam com os átomos e
moléculas atmosféricos.
Suas diversas formas, cores e estruturas têm fascinado durante
séculos o ser humano. O fenômeno é mais visível normalmente de
setembro a outubro e de março a abril.
Conhecida como "boreal" no norte e "austral" no sul, a aurora não
é um fenômeno exclusivo da Terra. Outros planetas, como Marte e
Saturno, são iluminados também pelo seu brilho.

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