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30/09/2006 - 20h06
Autoridades não descartam achar sobreviventes em acidente da Gol
Brasília, 30 set (EFE).- As autoridades brasileiras informaram
hoje que ainda não descartam a possibilidade de encontrarem
sobreviventes entre os destroços do avião Boeing 737-800 da Gol, que
caiu na última sexta em um local de difícil acesso na Amazônia com
155 pessoas a bordo.
"Até o momento não é possível indicar a existência ou não de
sobreviventes", segundo um comunicado conjunto divulgado hoje pela
Força Aérea Brasileira, pela Agência Nacional de Aviação Civil e
pela Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária).
A esperança das autoridades de encontrarem sobreviventes foi
reforçada em entrevista coletiva dada hoje em Brasília por
representantes das três entidades.
"Ainda não temos todas as informações de se há sobreviventes ou
não. As buscas apenas começaram. Dois membros de uma equipe de
resgate conseguiram chegar até os destroços, mas não percorreram
todo o perímetro para ver se há sobreviventes", declarou o
brigadeiro Antônio Gomes Leite Filho.
"As equipes de resgate continuarão procurando sobreviventes até
um limite em que digamos que a probabilidade é zero", declarou.
Os destroços da aeronave, que ia de Manaus para o Rio de Janeiro
com escala em Brasília, foram localizados na manhã de hoje entre
duas aldeias indígenas na reserva do Parque do Xingu e na jurisdição
de Peixoto de Azevedo, município do norte do Mato Grosso.
As equipes de resgate tiveram grandes dificuldades para chegar ao
local do acidente, em uma área de mata cerrada.
O presidente da ANAC, Milton Zuanazzi, afirmou que o presidente
Lula decretou luto oficial nacional de três dias por causa da
gravidade do acidente e não porque o Governo acredite que todos os
passageiros morreram.
"O presidente não diz que não há sobreviventes, mas é evidente
que há vítimas", afirmou Zuanizzi.
Segundo Leite, a Força Aérea é a única capacitada para informar
se há ou não sobreviventes, pois é a única entidade que conseguiu
chegar ao local do acidente.
"A Força Aérea em nenhum momento informou que não há
sobreviventes. Apenas informamos (ao Presidente) que a possibilidade
de encontrarmos sobreviventes é pequena", acrescentou.
O militar admitiu que as possibilidades de sobreviver a um
acidente como o da última sexta "são muito pequenas" não só pela
natureza da colisão e do impacto, mas também pelas características
da região, uma selva muito densa.
Além disso, ele disse que a principal preocupação das autoridades
neste momento é buscar sobreviventes e resgatar os corpos das
vítimas, para só depois investigar as causas do acidente.
"Nossa prioridade é o problema humano. A investigação ainda vai
precisar de muito tempo", declarou.
O brigadeiro também afirmou que ainda não é possível estabelecer
se o avião caiu de forma vertical, se tentou alguma aterrissagem ou
se aconteceu uma explosão.
De acordo com um comunicado conjunto, os dois militares que
conseguiram chegar até um local próximo ao acidente estão tentando
limpar um ponto no meio da floresta que permita a aterrissagem de
helicópteros.
A nota oficial divulgada chamou de "mera especulação" qualquer
informação sobre o possível choque do avião de GOL com um jato
executivo Legacy como a causa do acidente.
As primeiras informações davam conta de que o Boeing tinha batido
com um avião executivo Legacy que ia para os EUA.
Segundo Leite, os ocupantes do Legacy, cinco americanos e um
brasileiro, foram "convidados" a permanecer na base aérea de
Cachimbo para ajudarem nas investigações. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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