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03/10/2006 - 15h26
Americano é morto no Brasil por namorada que conheceu na Internet

Rio de Janeiro, 3 out (EFE).- Um romance pela Internet levou à morte no Brasil de um músico americano identificado como Raymond James Mierrel, assassinado, queimado e enterrado como indigente na cidade paulista de São José dos Campos, confirmou a polícia.

O caso foi esclarecido pela Polícia Civil da cidade, após seis meses de investigações.

Hoje, foi emitida uma ordem de detenção contra Regina Filomena Rachid, a namorada brasileira de Mierrel, e seus dois cúmplices, identificados como Evandro Celso Ribeiro e Nelson de Siqueira Neves.

Mierrel chegou ao Brasil no fim de março para visitar Regina, a quem tinha conhecido por meio de um site de relacionamentos e com quem mantinha um romance alimentado por duas visitas anteriores, informou a polícia.

Durante sete dias, o músico permaneceu dopado na casa de sua namorada, que conseguiu as senhas de seus cartões bancários. Após a confirmação dos dados, Regina e seus cúmplices enforcaram o americano com um cabo.

Durante o período em que Mierrel permaneceu desaparecido, os três brasileiros retiraram US$ 50 mil das contas do americano.

Para despistar as autoridades, no dia 2 de abril, Regina alugou um automóvel, no qual o trio colocou o corpo de Mierrel sentado no banco traseiro, preso com o cinto de segurança. Depois, o carro foi jogado em um terreno baldio de uma estrada do interior de São Paulo e incendiado.

Os pais de Mierrel, que aguardavam sua chegada em casa no dia 4 de abril, levou o caso ao FBI (Polícia Federal americana), que estabeleceu os primeiros contatos com a polícia brasileira.

Regina foi detida em junho, quando tentava roubar um empresário em um shopping de São José dos Campos. Em seu poder, tinha um cartão bancário do americano.

Evandro Ribeiro foi preso em 23 de setembro e confessou ter recebido o equivalente a US$ 5.500 para sumir com o corpo de Mierrel. Porém, garantiu que foi Regina que planejou e levou a cabo o assassinato.

Um corpo que tinha sido enterrado como de um indigente foi exumado na semana passada. Segundo o delegado Waldomiro Bueno, "tudo indica que seja do americano".

Nelson Neves, o segundo cúmplice, se entregou segunda-feira em São José dos Campos. Mas foi liberado porque a lei brasileira estabelece que ninguém pode ser preso até 48 horas depois das eleições, a menos que seja surpreendido em flagrante.

A polícia disse que pedirá nesta quarta a um tribunal a prisão preventiva do envolvido liberado. A família de Mierrel enviou documentos para facilitar a identificação do corpo por meio de exames de DNA.

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