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28/10/2006 - 12h38
Computador portátil de US$ 100 começará a ser produzido em 2007
Alejandra Villasmil
Nova York, 28 out (EFE).- O "computador portátil de US$ 100", com
um design prático e chamativo, começará a ser produzido no próximo
ano e será vendido dentro de um projeto humanitário para escolas de
regiões pobres e remotas de Brasil, Nigéria, Líbia e Argentina.
O computador de baixo custo, chamado de "2B1", é uma poderosa
ferramenta de aprendizagem criada por representantes do mundo
acadêmico e tecnológico para as crianças mais pobres que vivem nos
lugares mais remotos e isolados do planeta, explicaram os promotores
do projeto em comunicado divulgado esta semana.
Os novos aparelhos fazem parte do projeto "Um computador por
criança", que o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT)
incentiva, e cujo cérebro é o guru da tecnologia Nicholas
Negroponte, co-fundador da "Media Lab" - ou laboratório midiático -
do mesmo centro.
Os computadores serão fabricados com uma combinação de cores
chamativas, verde e branco, por uma empresa de Taiwan, a Quanta, a
partir do primeiro trimestre de 2007. Inicialmente serão produzidas
dez milhões de unidades, embora as primeiras mil - para testes -
estarão disponíveis a partir de novembro.
O computador portátil de baixo custo usará a tecnologia Linux e
terá um processador de 500 MHz e 128 MB de memória de Acesso
Aleatório Dinâmico (DRAM), com 500 MB de memória "Flash".
O revigorado modelo não terá unidade de disco rígido, mas contará
com quatro entradas "USB".
Segundo Negroponte, estes computadores terão conexão de rede sem
fio que, entre outras coisas, permitirá que se acoplem entre si.
Cada aparelho poderá se conectar com seu vizinho mais próximo,
criando uma rede de área local, explicou Negroponte ao apresentar o
novo modelo.
Uma das características mais inovadoras do computador portátil de
US$ 100 dólares é que utiliza uma fonte de energia manual: uma
espécie de cordão que se puxa para carregá-lo, como o dos cortadores
de grama.
O mecanismo resolve o paradoxo de como ligar um computador nas
áreas mais remotas e pobres do planeta, onde a energia elétrica não
chega.
Esta nova fonte de energia representa uma grande evolução no
modelo, já que o protótipo anterior necessitava de uma manivela, um
mecanismo tão frágil que o secretário das Nações Unidas, Kofi Annan,
ficou com ela na mão em uma demonstração.
"A manivela não era viável", disse Negroponte na apresentação
sobre como será o novo computador, que poderá fazer quase tudo que
um aparelho convencional faz, exceto guardar grandes quantidades de
informação.
O projeto foi iniciado pelo MIT com o apoio das empresas Google,
News Corp, AMD, Rede Hat e BrightStar e de especialistas como
Seymour Papert, Alan Kay e Negroponte.
Segundo seus promotores, o baixo custo dos computadores é obtido,
em primeiro lugar, reduzindo drasticamente o preço da tela.
"A primeira geração de máquinas terá uma inovadora tela dual, que
apresenta melhorias em relação às telas de LCD, encontradas
geralmente em reprodutores de DVD baratos", explica.
Estas telas, que podem ser usadas em preto e branco, têm uma alta
resolução à luz do sol e seu custo aproximado é de US$ 35.
Outro fator que barateia o custo é a eliminação do supérfluo nas
máquinas.
"Os computadores portáteis de hoje se tornaram pesados: dois
terços de seus programas são usados para administrar o outro terço,
e fazem as mesmas funções de nove maneiras diferentes", explicam os
promotores da iniciativa.
Além disso, os computadores serão vendidos por atacado (por
milhões), diretamente aos ministérios de Educação dos países em
desenvolvimento, que poderão distribuí-los como se fossem livros de
texto. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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