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31/10/2006 - 11h24
Segredo mais bem guardado do mágico Harry Houdini é revelado

Roberto Arnaz Nova York, 31 out (EFE).- Diversos ensaios e filmes abordaram a vida de Harry Houdini, mas no 80º aniversário da morte desse mágico de fama mundial, um novo livro revela seu segredo mais bem guardado: o grande "ilusionista" foi espião.

"A Vida Secreta de Houdini", livro que está sendo lançado hoje em Nova York, retrata a biografia do artista desde a extrema pobreza que viveu em seus primeiros anos até a fama internacional, sua faceta de espião e o suposto complô que acabou com sua vida, na noite mais mágica do ano, a do "Halloween".

O especialista em magia William Kalush e o escritor Larry "Ratso" Sloman dedicaram vários anos pesquisando cerca de 700 mil anotações e documentos que fizeram que eles chegassem à conclusão de que a ascensão da carreira do mítico mágico deveu-se a um ofício mais mundano: a espionagem.

Os autores chegaram a esta conclusão ao analisarem o diário de William Melville, chefe do incipiente serviço secreto britânico - o MIM-5 - do início do século XX, no qual são feitas várias referências a Harry Houdini.

Segundo o texto, Ehrich Weiss, verdadeiro nome do mito da magia, manteve durante anos contatos clandestinos com os serviços secretos dos EUA e do Reino Unido para informar sobre o que via em suas inúmeras viagens pelo mundo. Em contrapartida, pediu que sua carreira fosse lançada em nível internacional.

O certo é que, após quase uma década atuando em pequenos museus pelo simbólico preço de 1 dime (moeda de US$ 0,10), de repente sua magia encheu primeiro as manchetes dos jornais de Chicago, e depois de todo os EUA.

As páginas da biografia apontam um acordo de ajuda mútua com a Polícia de Chicago como impulsionador de seu mito.

Um fato semelhante aconteceu na Inglaterra, onde Houdini entrou em contato com Melville, que lhe proporcionou vários contratos de atuação por toda a Europa, em troca de trabalhos de espionagem e contra-espionagem para a Scotland Yard.

Graças a sua fama mundial, durante os primeiros anos do século XX o "ilusionista" de origem húngara informou os serviços secretos americanos e britânicos sobre as atividades da Polícia alemã, e acompanhou de perto as atividades dos anarquistas russos.

No entanto, em 1920 a morte de sua mãe gerou uma reviravolta em sua atividade de espião, e, a partir desse momento, dedicou todos seus esforços a desmascarar mágicos, médiuns e todos aqueles que se consideravam aptos a se comunicar com mortos, já que os considerava farsantes.

Esta missão o levou a criar inimizades com um de seus grandes amigos, Sir Arthur Conan Doyle, escritor espírita que criou "Sherlock Holmes" e que considerava Houdini um poderoso médium.

O livro sugere que a caça às bruxas iniciada por Houdini pode ter provocado as duas agressões físicas que o ilusionista sofreu nos dias que antecederam a sua morte, e que lhe causaram as lesões internas que provocaram seu falecimento, após realizar seu último número em Detroit (EUA).

No entanto, apesar das revelações do texto, Houdini não foi o primeiro ilusionista da história a colaborar com os serviços de espionagem.

Antes, em meados do século XIX, o francês Jean Eugène Robert-Houdin - cujo sobrenome o jovem Ehrich Weiss tomou emprestado para formar seu nome artístico - foi enviado por seu Governo a uma de suas colônias, a Argélia, para atemorizar os nativos com o poder da magia francesa.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o ilusionista Joseph Dunninger colaborou com as forças armadas dos EUA para melhorar suas técnicas de camuflagem.

Nos anos 50, a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) contratou o mágico John Mulholland para que treinasse os agentes, entre outras coisas, para que pudessem introduzir drogas na bebida de seus alvos.

E, durante a Guerra Fria, os desertores da Alemanha Oriental eram retirados do país em carros equipados com caixas no porta-malas iguais às que os ilusionistas usavam nos palcos para seus truques de desaparecimento.

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