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01/02/2007 - 16h33
Mundo pós-Guerra Fria deixou de ser "unipolar", diz estudo

Londres, 1 fev (EFE).- O mundo deixou de ser "unipolar" devido à incapacidade dos Estados Unidos, a única superpotência do planeta, para atuar ao mesmo tempo com sucesso em diferentes frentes, aponta o último relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) de Londres.

Em suas conclusões, o estudo afirma que, apesar de os Estados Unidos serem fortes o suficiente forte para formar uma agenda internacional, não o são para aplicá-la globalmente.

Washington enfrenta um futuro incerto no Iraque, as ambições nucleares do Irã e uma China que exerce cada vez mais influência nos assuntos globais.

Outros atores, tanto Estados como diferentes organizações, ganharam "força suficiente para resistir à agenda americana, mas são fracas demais para formular uma alternativa internacionalmente atraente.

O pensamento militar tradicional precisa ajustar-se melhor à complexidade dos "campos de batalha" do século XXI, diz o relatório, segundo o qual nem no Iraque nem no Afeganistão houve um planejamento adequado para depois do conflito, após a "fase muito bem-sucedida de combate".

Nos dois casos, assinala o texto, confiou-se excessivamente na tecnologia em detrimento da inteligência humana, que continua sendo vital.

O relatório recomenda aos Estados Unidos e a seus aliados que prestem maior atenção à guerra psicológica.

"Insurgentes e jihadistas demonstraram sua capacidade para realizar com sucesso campanhas internacionais de informação que chegam a uma audiência global, assim como para fomentar a violência em outros lugares" diz o relatório.

Nesse ponto, os exércitos ocidentais estão atrasados, criticam os autores do texto, para os quais o fato de as forças da Otan anunciarem o número de combatentes que matam no Afeganistão é contraproducente, pois, para os talibãs, "cada morte é uma forma de vitória".

O IISS calcula que o Irã ainda precise de dois ou três anos para poder produzir 25 quilos de urânio altamente enriquecido, quantidade suficiente para fabricar uma bomba atômica.

"A confiança iraniana em seu próprio poder aumentou de modo constante à medida que a influência dos Estados Unidos no Oriente Médio foi sendo submetida a novos desafios, e como reação às divergências da comunidade internacional sobre como responder às ambições nucleares de Teerã", indica o relatório.

John Chipman, diretor-geral do IISS, considera que o maior teste que os Estados Unidos enfrentam atualmente é o do Iraque.

Segundo Chipman, a última estratégia do presidente George W. Bush de "inundar uma área (...) Bagdá, neste caso, com tropas, não leva em conta os aspectos mais sutis da doutrina da contra-insurgência".

O diretor de estudos do IISS, Patrick Cronin, acredita que o índice de probabilidade de que os Estados Unidos cumpram seus objetivos no Iraque não supera os 40%.

Em relação à Coréia do Norte, o estudo indica que pode haver algum movimento em relação ao programa nuclear do país em decorrência da nova flexibilidade demonstrada nas táticas de negociação americanas.

Entretanto, alerta o estudo, uma eventual cooperação de Pyongyang com Teerã, diferente do fornecimento de tecnologia para a fabricação de mísseis balísticos, seria "uma linha vermelha" para os Estados Unidos.

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