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12/06/2007 - 20h24
Pesquisa diz que Ehud Barak deve ganhar eleição no Partido Trabalhista
Jerusalém, 12 jun (EFE).- O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud
Barak lidera a corrida presidencial do Partido Trabalhista após anos
de ostracismo na política e pode ter em breve o destino da coalizão
de Governo em suas mãos, informaram hoje pesquisas de boca-de-urna.
As principais redes de TV israelenses dão a vitória nas eleições
primárias a Barak, mas com uma margem apertada de votos.
O resultado da acirrada disputa só será conhecido amanhã.
Segundo pesquisas de boca-de-urna encomendadas por emissoras do
país, Barak deve receber entre 50,5% e 52% dos votos, enquanto seu
principal oponente, o almirante aposentado Ami Ayalon oscilaria
entre 48% e 49,5%.
Barak, de 65 anos, deixou o cenário político em janeiro de 2001
após sua famosa derrota frente ao então candidato do Likud Ariel
Sharon e vinha fazendo inúmeras tentativas frustradas de retornar ao
poder.
O principal desafio do parlamentar nos últimos anos era conseguir
o perdão daqueles militantes, dirigentes e assessores pela crise que
se seguiu à derrota do partido nas eleições para primeiro-ministro.
Barak e Ayalon superaram há duas semanas a primeira rodada das
primárias, nas quais foi eliminado o atual dirigente trabalhista e
ministro da Defesa, Amir Peretz, da disputa.
O candidato vitorioso será o próximo ministro da Defesa de Israel
e decidirá sobre o futuro da coalizão de Governo liderada pelo
primeiro-ministro, Ehud Olmert, do centrista Kadima.
Nenhum dos dois candidatos se mostrou inclinado a afastar o
Partido do Governo neste momento, mas indicaram que vão esperar os
resultados do relatório final da Comissão Winograd, que investiga os
erros do conflito no Líbano em novembro de 2006.
O relatório preliminar responsabilizou Olmert e Peretz pelo
fracasso neste episódio.
Ayalon, que afirmou antes da primeira rodada das primárias que se
fosse eleito não mediria esforços para destituir Olmert, mudou de
idéia após se aliar com Peretz, o que aconteceu depois da eliminação
do candidato trabalhista.
Já a campanha de Barak se manteve voltada para o futuro. Ele se
apresentou como o candidato mais adequado para vencer o líder do
nacionalista Likud, Benjamin Netanyahu, em eventuais eleições gerais
antecipadas.
Além disso, afirmou que ele é o único que pode "preparar Israel
para a guerra e tomar as decisões adequadas para a paz".
Ayalon é ainda um novato na política, tendo entrado há apenas um
ano no Parlamento israelense.
Por esta razão já era de se esperar que seus adversários
considerassem ousada sua aspiração de dirigir o Partido mais antigo
do país.
No entanto eles também reconhecem que o pouco tempo de Ayalon
conta pontos a seu favor em um sistema político marcado por
corrupção e escândalos.
O militar aposentado deve ocupar algum cargo no Governo de
coalizão, como Peretz, que, segundo fontes, lideraria um Ministério
ligado a questões sociais.
Assim que forem divulgados oficialmente o resultado das
primárias, Olmert deve começar as negociações com o novo líder do
Trabalhismo para uma remodelação de Governo que terminará em 15
dias.
Caso a coalizão de Governo se torne insustentável após a
divulgação do segundo relatório Winograd, o vencedor deve liderar o
Trabalhismo em novas eleições com alguma proposta para relançar o
processo de paz.
Barak foi o único chefe de Governo israelense a chegar a oferecer
extra-oficialmente aos palestinos a criação de um Estado
independente na maior parte do território da Cisjordânia e em Gaza.
Nas negociações de Camp David, em 2000, também apresentou uma
proposta de divisão de Jerusalém, como parte de uma oferta global
que, na época, foi recusada pelo então presidente palestino Yasser
Arafat. Recentemente, Barak repetiu que para promover um processo de
paz seria preciso abrir mão de Jerusalém Oriental.
No entanto, ele afirmou que não acredita que Israel possa
negociar um acordo de paz neste momento com os palestinos, e, por
esta razão, acha melhor esperar até que a situação seja esclarecida. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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