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16/06/2007 - 01h37
Budistas, cristãos e muçulmanos chineses criticam juntos os EUA
Pequim, 16 jun (EFE).- Os líderes das comunidades budistas,
cristãs e muçulmanas da China uniram hoje suas vozes para criticar
os Estados Unidos por sua defesa do grupo religioso Falun Gong,
proibido no país, e seus relatórios que condenam a política do
Governo chinês na área de religião.
Os três responderam ao recente relatório anual americano sobre
liberdade religiosa no mundo, publicado em maio. Como nos anos
anteriores, o texto criticou duramente a China por perseguir certos
grupos religiosos, como o Falun Gong e algumas seitas protestantes.
O presidente da Associação Islâmica da China, Chen Guangyuan,
afirmou em declarações à agência estatal "Xinhua" que a proibição do
"culto anti-social" do Falun Gong é legítima. A medida "reflete a
opinião pública e mostra que o Governo protege os direitos dos
cidadãos", opinou.
Liu Bainian, porta-voz da Igreja Patriótica Católica Chinesa,
disse que o relatório elaborado pela Comissão Americana de Liberdade
Religiosa Internacional "distorce a realidade com fins políticos".
Ele acrescentou que o apoio dos EUA ao Falun Gong é "prejudicial
para as relações entre os dois países".
A Igreja Patriótica é subordinada ao Governo e não reconhece a
autoridade do Papa.
Já o vice-presidente da Associação Budista da China, Xue Cheng,
afirmou que a comunidade de crentes do país continuará a se opor às
ações do Falun Gong, "que vão contra o budismo ortodoxo".
Xue pediu aos EUA que parem de interferir nos assuntos internos
da China, entre eles os religiosos.
O Falun Gong, segundo cálculos da própria organização, chegou a
contar com 80 milhões de seguidores na China, mais do que o Partido
Comunista Chinês. A seita foi proibida em 1999, aparentemente porque
as autoridades temiam que se transformasse num rival ideológico.
O Governo chinês considera o Falun Gong um "culto maligno" e
culpa seus seguidores de assassinatos. Mas redes da organização
religiosa no exterior denunciam a tortura e reclusão em campos de
reeducação de centenas de seus fiéis em território chinês. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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