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25/06/2007 - 21h29
Cientistas espanhóis decifram estrutura do córtex pré-frontal

Madri, 25 jun (EFE).- Cientistas espanhóis decifraram a estrutura de funcionamento do córtex pré-frontal, área do cérebro responsável pelo planejamento de ações e movimento.

O estudo, publicado no último número da revista americana "PNAS", pode fornecer novos dados em investigações sobre patologias psiquiátricas baseadas em uma alteração da córtex pré-frontal, como a esquizofrenia.

A pesquisa, comandada pelos cientistas da Universidade Pablo de Olavide de Sevilha (sul), Agnès Guart e José María Delgado, contou com a participação da equipe de Alfonso Fairén do Instituto de Neurociências de Alicante.

Durante a pesquisa, foi comprovado que o cérebro continua aprendendo enquanto a região pré-frontal está ativada.

O córtex pré-frontal está relacionado à estratégia: decidir que seqüências de movimento ativar e em que ordem, além de avaliar seu resultado.

Segundo Fairén, a região "controla muitas atividades cerebrais que nos diferenciam como humanos, não só no aspecto cognitivo, mas também na avaliação subjetiva e afetiva do conhecimento".

Inicialmente, foram feitos testes com coelhos para observar por que os animais piscavam voluntariamente. Os cientistas chegaram à conclusão de que os animais aprendiam a discernir um som que os avisava da chegada de um sopro de ar contra seus olhos.

Para evitar lesões na córnea, os coelhos fechavam os olhos.

Posteriormente, a pesquisa interveio no córtex pré-frontal dos animais por meio de ativação elétrica, o que causou a inibição deste tipo de comportamento das cobaias.

A paralisia criada pelo córtex pré-frontal em animais como o coelho ocorre freqüentemente quando um possível predador se aproxima.

No ser humano, a ativação desta parte do cérebro permite adotar importantes decisões sobre o que se deve ou se pode fazer em determinadas circunstâncias, acrescentou Fairén.

Segundo o pesquisador, "essas decisões são tomadas com plena consciência sobre o que decidimos e fazemos. Paralelamente, o cérebro continua com sua aprendizagem. Podemos, definitivamente, aprender, apesar de os efeitos externos de aprendizagem não se manifestarem".

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