|
|  |

24/07/2007 - 23h52
Presidente da "RCTV" ganha Prêmio de Liberdade de Imprensa da SIP
Miami, 24 jul (EFE).- A Sociedade Interamericana de Imprensa
(SIP) concedeu hoje o Grande Prêmio da Liberdade de Imprensa a
Marcel Granier, presidente da "Radio Caracas Televisión" ("RCTV"), e
à equipe de jornalistas e colaboradores da emissora.
O prêmio da SIP reconheceu "a tenaz luta a favor da liberdade de
expressão no hemisfério ocidental, ao defender com coragem e
determinação seu direito de manter a concessão do canal de
televisão, arrebatada pelo Governo da Venezuela presidido por Hugo
Chávez", segundo o comunicado da organização.
A entidade também escolheu os vencedores em outras 11 categorias,
cujos prêmios serão entregues na sua 63ª Assembléia Geral, em Miami
(Estados Unidos), de 12 a 16 de outubro. Cada um vai receber US$ 2
mil em dinheiro, além de placas e diplomas.
O prêmio de Direitos Humanos e Serviço à Comunidade foi para a
brasileira Erika Klingl, do jornal "Correio Braziliense", de
Brasília, pela série "Inocência Perdida".
Carlos Mesquita, do jornal "O Dia", do Rio de Janeiro, venceu na
categoria Fotografia. Elaine Gaglianone e Marcelo Torres, do mesmo
jornal, obtiveram uma menção honrosa na categoria Cobertura
Noticiosa por sua série de reportagens "Fique Vivo".
O prêmio de Caricaturas foi para Eduardo Baptistão, do jornal "O
Estado de São Paulo", com menção honrosa para Claudio Duarte ("O
Globo").
Aldem Bourscheit Cezarino, do site www.ecoagencia.com.br, do Rio
de Janeiro, recebeu menção honrosa na categoria Cobertura de
Notícias pela Internet.
A "RCTV", rede de televisão mais antiga da Venezuela, com 53
anos, parou de transmitir em canal aberto no dia 27 de maio. O
Governo venezuelano decidiu não renovar a concessão que permitia
suas transmissões.
Chávez acusa a "RCTV" de ter apoiado o golpe de Estado de abril
de 2002.
Apesar do fim da concessão, a direção e os jornalistas da "RCTV"
realizaram "esforços enormes" para manter o sinal via cabo e
satélite, em defesa do direito ao trabalho de 3 mil pessoas e da
liberdade de empresa, destacou a SIP.
"Eles impediram que, por razões estritamente políticas, fosse
silenciada uma voz independente e profissional, que durante meio
século exerceu em plenitude a liberdade de expressão na Venezuela",
disse Gustavo Mohme, do jornal "La República", do Peru,
co-presidente da comissão de Prêmios da SIP. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

|  |
|