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30/07/2007 - 14h29
Irã critica planos dos EUA de vender armas a vizinhos árabes
Teerã, 30 jul (EFE).- O Irã criticou hoje os planos dos EUA de
vender armas no valor total de US$ 20 bilhões à Arábia Saudita e
outros países árabes aliados de Washington no Golfo Pérsico,
advertindo que isso "não contribuiria para estabilidade na região".
Um porta-voz oficial iraniano denunciou o fato de que as
informações sobre a venda dessas armas coincidiram com a viagem dos
secretários americanos de Estado, Condoleezza Rice, e de Defesa,
Robert Gates, hoje ao Oriente Médio.
"O objetivo dos EUA é propagar o pânico e a inquietação entre os
países da região", disse o porta-voz do Ministério do Exterior,
Mohamad Ali Hosseini, segundo a agência de notícias iraniana "Irna".
Hosseini enfatizou que "a região Tem necessidade urgente de paz,
estabilidade e segurança", e que "o objetivo dos EUA é vender armas
aos países da região para depois exercer as pressões sobre eles".
Segundo a imprensa americana, um dos objetivos da viagem de
Condoleezza e Gates, que irão à Arábia Saudita amanhã, é conversar
sobre a venda de armas avançadas ao reino e a seus parceiros do
Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) - Kuwait, Emirados Árabes
Unidos, Catar, Barein e Omã.
No sábado, os jornais americanos "The New York Times" e "The
Washington Post" publicaram que o objetivo do presidente George W.
Bush é capacitar esses países árabes sunitas a fazer frente contra o
crescente poderio militar do regime xiita no Irã.
No domingo, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, deu aval
a Washington vender armas à Arábia Saudita para que, junto com
outros "árabes moderados", forme uma frente contra o Irã, país que
considera os EUA e Israel como inimigos.
Junto com a venda de armas a Riad e aos demais membros do CCG,
Bush vai propor ao Congresso dos EUA aumentar o valor das ajudas
militares para Egito e Israel durante os próximos dez anos, para US$
13 bilhões e US$ 30 bilhões, respectivamente. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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