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16/10/2007 - 10h25
Política externa chinesa buscará a paz e defenderá soberania

Paloma Caballero Pequim, 16 out (EFE).- A China manterá nos próximos cinco anos uma política externa independente que defenderá os interesses de sua soberania, a segurança e o desenvolvimento do país, anunciou o presidente Hu Jintao aos delegados do Partido Comunista da China (PCCh), reunidos em Pequim.

Nas 76 páginas do relatório ao 17º congresso qüinqüenal do partido, que governa a China há 58 anos, Hu disse também que a China seguirá o caminho do desenvolvimento pacífico. "Sejam quais forem as mudanças na situação internacional, levantaremos a bandeira da paz e da cooperação".

"As ameaças tradicionais e não tradicionais se entrelaçam à segurança", e a paz e o desenvolvimento do mundo enfrentam desafios como a hegemonia e a política de força, os conflitos locais, o desequilíbrio econômico global e a disparidade entre o Sul e o Norte, reconheceu Hu.

Segundo o relatório, debatido pelos 2.200 delegados reunidos no Grande Palácio do Povo até o dia 21, "é preciso se ater aos propósitos e princípios da Carta da ONU, observar rigorosamente o Direito Internacional e ressaltar nas relações o espírito de harmonia e colaboração".

As consultas devem se basear no respeito e na igualdade, com uma cooperação complementar e um benefício generalizado, e buscar terrenos comuns eliminando divergências e respeitando a diversidade, acrescentou.

Segundo o líder chinês, a cooperação deve ser fortalecida e as disputas internacionais, resolvidas por via pacífica para enfrentar o problema mundial da segurança e preservar a paz e a estabilidade do mundo.

"Ocorreram mudanças históricas nas relações da China com o mundo, e seu futuro e destino estão cada dia mais estreitamente vinculados, mas o desenvolvimento pacífico é uma opção estratégica do Governo e do povo chineses, de acordo com a época e seus próprios interesses fundamentais", afirmou Hu.

A defesa da igualdade de todos os países, do direito dos mesmos de escolherem seu caminho de desenvolvimento, "sem intervir nos assuntos internos de outras nações nem impor sua vontade aos demais", é uma opção estratégica chinesa, ressaltou.

"Continuaremos promovendo o desenvolvimento conjunto através do nosso próprio, e paralelamente levando em consideração as preocupações justificáveis das outras partes, principalmente as dos países em desenvolvimento", acrescentou.

Para reiterar seu compromisso com a paz, Hu mencionou pela primeira vez um eventual acordo com Taiwan, que poderia culminar em uma incorporação da ilha "à pátria mãe, como Hong Kong e Macau", sob o princípio de "um país, dois sistemas".

Segundo ele, este princípio ajudou a modernizar a China.

Apesar de o secretário-geral do PCCh ter se mostrado disposto a se reunir com Taiwan, os encontros seriam sempre baseados no princípio de "uma só China", a fim de encerrar oficialmente a hostilidade mútua e estabelecer um acordo para o desenvolvimento pacífico das relações bilaterais.

"Culminar em reunificação pacífica (com Taiwan) com base nesse princípio ('uma só China') faz parte dos interesses fundamentais da nação chinesa", acrescentou Hu.

O congresso comunista encerrou hoje seu segundo dia de trabalhos a portas fechadas, mas algumas idéias foram reveladas, creditadas aos ministros.

O de Finanças, Xie Xuren, teria anunciado a vontade de manter para os próximos cinco anos uma política fiscal prudente e coordenada.

Xie teria dito que é importante implantar políticas de incentivos fiscais para promover o investimento nas empresas, além dos subsídios estatais em pesquisa e desenvolvimento em nível nacional.



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