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27/11/2007 - 10h04
Pnud afirma que mudança climática prejudica desenvolvimento humano

Nações Unidas, 27 nov (EFE).- O Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (Pnud) identificou hoje a mudança climática como a
maior ameaça ao desenvolvimento humano, enquanto considerou o
fenômeno como o elemento que minará os esforços internacionais para
combater a pobreza.

O Pnud divulgou hoje simultaneamente em Nova York e Brasília o
Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008, no qual analisa a
situação de 177 países e avalia as expectativas de vida, educação,
alfabetização, renda e Produto Interno Bruto (PIB).

Nesta ocasião, os analistas introduziram um novo aspecto no
relatório, intitulado "Combater as Alterações Climáticas:
Solidariedade Humana num Mundo Dividido", no qual é estudado o
impacto que a mudança climática tem sobre o desenvolvimento humano.

No documento, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirma que
este surge quando a mudança climática finalmente começa "a receber a
atenção que merece".

Para Ban, o relatório é "um poderoso lembrete" de que o fenômeno
pode produzir "uma dupla catástrofe, com grande prejuízos para o
desenvolvimento humano das populações mais pobres, seguido de
ameaças a longo prazo para a humanidade".

Os analistas elaboraram o documento com dados de 2005. Nele,
relacionam Islândia, Noruega, Austrália, Canadá, Irlanda, Suécia,
Suíça, Japão, Holanda, França, Finlândia, Estados Unidos, Espanha,
Dinamarca e Áustria como os 15 países do mundo com maior Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH).

Na análise dos 177 países foram feitas três divisões em função
dos níveis de desenvolvimento humano (elevado, médio e baixo).

Assim, na primeira categoria, além dos 15 países desenvolvidos, o
primeiro latino-americano a aparecer é a Argentina, seguida de
Chile, Uruguai, Costa Rica, Cuba, México, Panamá e Brasil.

Com IDH médico aparecem Venezuela, Colômbia, República
Dominicana, Peru, Equador, Paraguai, El Salvador, Nicarágua,
Honduras, Bolívia e Guatemala.

Os piores classificados são Níger, Guiné-Bissau, Burkina Fasso e
Serra Leoa.

"Os vinte países que estão nos primeiros postos do relatório
tiveram em 2004 mais emissões de CO2 que todos os demais das partes
média e baixa do ranking. Já China e Índia são as duas nações em
desenvolvimento que mais poluíram entre os países de sua categoria",
afirmam os analistas.

No mesmo ano, os Estados Unidos emitiram uma quantidade de
poluentes de dióxido de carbono equivalente às de China e Índia
juntas.

Os analistas afirmam também que a mudança climática é uma crise
de "grande urgência que vincula o presente ao futuro", mas que
"ainda pode ser detida", e calculam que "o rumo pode ser mudado
dentro de 10 anos".

"A mudança climática é o problema que determina o desenvolvimento
humano em nossa geração", afirmam os autores do documento, que
consideram que o fenômeno "desgasta as liberdades humanas e reduz as
opções".

Os autores acrescentam que a mudança climática detém a
concretização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM),
fixados há sete anos e que pretendem chegar a 2015 tendo reduzido a
pobreza pela metade.

"Olhando para o futuro, a mudança climática ameaça paralisar e
reverter os avanços obtidos durante gerações, não só quanto à
redução da pobreza extrema, mas também em saúde, nutrição, educação
e outros âmbitos", afirma o Pnud.

O organismo prevê que o fracasso em enfrentar o fenômeno fará com
que os 40% mais pobres da população mundial, ou seja, 2,6 bilhões de
pessoas, tenham um futuro de poucas oportunidades, além de aumentar
as desigualdades e prejudicar o desenvolvimento.

"No mundo de hoje, são os pobres os que pagam o preço da mudança
climática", destacam os analistas, que advertem que "os altos níveis
de pobreza e o subdesenvolvimento limitam a capacidade das famílias
pobres de administrar os riscos climáticos".

Também identificaram mecanismos-chave de transmissão através dos
quais a mudança climática pode paralisar e reverter o
desenvolvimento humano, como a crise de falta de água e a elevação
do nível do mar, entre outros.

Diante disso, o relatório chama atenção para a exposição dos
ecossistemas, da biodiversidade, e da saúde humana aos fenômenos
meteorológicos.



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