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18/12/2007 - 13h05
Mercosul não se deixará dobrar por "operações sujas", diz líder argentina
Montevidéu, 18 dez (EFE).- A presidente argentina, Cristina
Fernández de Kirchner, disse hoje que o Mercosul não se deixará
"dobrar" por "interferências" políticas e "operações sujas" montadas
a partir do "exterior".
Em suas primeiras palavras após assumir a Presidência semestral
do bloco integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai,
Cristina disse que "a política não é algo sujo", mas "há alguns que,
do interior e do exterior, fazem operações sujas e políticas sujas
na região".
"Certamente vamos continuar sofrendo, como estamos fazendo agora,
certas interferências, por chamá-lo de um modo eufemístico, de parte
dos que querem países empregados e subordinados, e não compreendem a
amizade dos países latino-americanos", disse a presidente argentina,
que assumiu o Governo de seu país em 10 de dezembro.
O Governo argentino acusou nos últimos dias os Estados Unidos de
montarem uma operação para desprestigiar Cristina e prejudicar sua
relação estreita com a Venezuela.
As acusações fazem referência à detenção em Miami (EUA) de três
venezuelanos e um uruguaio acusados de conspirar como agentes a
serviço da Venezuela no caso da maleta com cerca de US$ 800.000
encontrada em agosto passado com um empresário no aeroporto de
Buenos Aires.
Segundo a Procuradoria Federal do distrito sul da Flórida,
Franklin Duran, um dos quatro detidos, disse em uma conversa que o
dinheiro confiscado do empresário venezuelano Guido Antonini Wilson
era para a campanha eleitoral de Cristina.
"Não vão nos dobrar. Vamos continuar lutando pelo aprofundamento
do Mercosul, defendendo a multilateralidade", disse hoje Fernández,
em meio aos aplausos dos líderes colegas sul-americanos.
Segundo a presidente argentina, "o unilateralismo só trouxe
tragédia, dor e insegurança ao mundo", enquanto o Mercosul é
reconhecido "como um espaço democrático, plural e diverso". UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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