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24/02/2008 - 09h43
Virgin faz primeiro vôo de companhia aérea com biocombustíveis naturais

EFE
Em Londres

A Virgin Atlantic se tornará hoje a primeira companhia aérea comercial a cruzar os ares usando combustíveis biológicos, informou hoje a empresa.

Em colaboração com a Boeing e a fabricante de motores General Electric, a companhia aérea de Richard Branson é encarregada de testar a eficácia de um vôo com biocombustíveis formado por 20% de uma mistura de óleo de coco e de babaçu.

O Boeing 747 da Virgin Atlantic, pilotado por Geoff Andreasen, voará de Londres a Amsterdã sem passageiros a bordo.

A aeronave usará quatro motores, um com combustível biológico e outros três com convencional, para garantir o bom funcionamento do aparelho se o biocombustível apresentar algum problema.

Uma das desvantagens que este tipo de combustível poderia ter é congelar em grandes altitudes.

Este será o primeiro vôo com estas características, já que, apesar de em 1º de fevereiro ter sido feita uma experiência com um Airbus A380, de Filton (Inglaterra) a Tolouse (França), o biocombustível usado era sintético, e não natural.

Apesar das críticas dos ambientalistas, que alegam que os mesmos biocombustíveis são prejudiciais ao meio ambiente, Branson assegura que o vôo de hoje é "um ponto de inflexão" que permitirá que os aviões comecem a utilizar este tipo de combustível antes do esperado.

O empresário insistiu em que o combustível empregado será de fontes "verdadeiramente sustentáveis" que não coloquem em risco recursos naturais para a obtenção de alimentos ou água.

"Este vôo de demonstração nos dará um conhecimento chave que poderemos usar para reduzir nossas emissões de carbono", afirmou o multimilionário.

Na semana passada, o Governo britânico encomendou um estudo sobre o impacto ambiental e econômico do combustível biológico, já que cada vez há mais cientistas que afirmam que este pode prejudicar o entorno natural, a produção de alimentos e inclusive aumentar as emissões de carbono.

Um estudo recente na revista americana "Science" descobriu que, em alguns casos, como no do desmatamento na Indonésia para plantar óleo de palma, habilitar terreno para o cultivo das plantas usadas para fazer os biocombustíveis causava mais emissões que a economia posterior trazida pelo carburante.



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