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28/02/2008 - 01h22
Eventos mais importantes na Tailândia desde eleição de Thaksin Shinawatra
Da EFE Em Bagcoc, Tailândia
Cronologia dos eventos mais importantes desde que o ex-primeiro-ministro deposto da Tailândia, Thaksin Shinawatra, venceu as eleições legislativas do país, em janeiro de 2001:
6 de janeiro 2001 - O líder do partido Tailandeses Amam Tailandeses (TRT) e multimilionário Thaksin Shinawatra vence as eleições legislativas da Tailândia.
3 de agosto 2001 - Shinawatra é declarado inocente pelo Tribunal Constitucional das acusações de corrupção relacionadas a um suposto delito de ocultação de bens durante o período no qual ocupou o cargo de vice-primeiro-ministro.
1 de fevereiro 2003 - A Polícia empreende, por ordem direta de Shinawatra, uma intensa campanha em nível nacional de luta contra as drogas, que em três meses causa quase 2.500 mortes, e suscita um onda de denúncias por parte dos grupos de defesa dos direitos humanos.
4 de janeiro 2004 - O movimento separatista islâmico retoma a luta armada nas províncias do sul da Tailândia, em resposta ao endurecimento da política adotada pelo Governo de Shinawatra.
25 de janeiro 2004 - Shinawatra admite que escondeu dos cidadãos a existência da gripe aviária no setor avícola do país.
6 de fevereiro 2005 - Shinawatra renova mandato por outros quatro anos, após vitória em eleições legislativas.
11 de abril 2004 - Shinawatra ordena retomada da chamada "guerra contra as drogas", apesar das críticas das Nações Unidas pelos métodos utilizados.
4 janeiro 2006 - Cerca de 60 mil pessoas se manifestam diante do Parlamento da Tailândia, em Bangcoc, para pedir a saída do primeiro-ministro Shinawatra, por corrupção e abuso de poder.
23 de janeiro 2006 - A família de Shinawatra vende por quase US$ 1,9 bilhão a metade de suas ações no grupo empresarial Shin Corporation, fundado pelo primeiro-ministro.
16 de fevereiro 2006 - O Tribunal Constitucional rejeita um processo para investigar se Shinawatra infringiu as leis mediante suas atividades financeiras.
24 de fevereiro 2006 - Após intensa pressão de diversos setores para que renuncie, Shinawatra dissolve Parlamento, o que abre caminho para novas eleições legislativas.
14 de março 2006 - Pelo menos 100 mil pessoas se manifestam para pedir a renúncia de Shinawatra, que ameaça declarar estado de exceção.
2 de abril 2006 - São realizadas eleições legislativas antecipadas, boicotadas pelos três maiores partidos da oposição, e que terminam com arrasadora vitória da legenda de Shinawatra.
8 de maio 2006 - O Tribunal Constitucional anula as eleições legislativas realizadas em 2 de abril, cujo resultado não permite formar um novo Parlamento devido ao boicote dos principais partidos da oposição.
19 de setembro 2006 - O primeiro-ministro Shinawatra é deposto por um golpe de estado perpetrado pelos militares enquanto participava, em Nova York, da Assembléia Geral das Nações Unidas.
20 de setembro 2006 - Shinawatra chega a Londres.
30 de maio 2007 - O Tribunal Constitucional ordena a dissolução do partido Tailandeses Amam Tailandeses por fraude eleitoral, e revoga por cinco anos os direitos políticos de Shinawatra e de outros 110 membros de sua legenda.
21 de junho 2007 - Justiça acusa formalmente o ex-primeiro-ministro e sua esposa, Pojaman, por crimes de corrupção.
23 de julho 2007 - Shinawatra compra 75% das ações do clube inglês de futebol Manchester City.
14 de agosto 2007 - Suprema Corte da Tailândia dita uma ordem de busca e captura contra Shinawatra.
23 dezembro 2007 - O Partido do Poder do Povo (PPP), criado pelos aliados de Shinawatra, ganha as eleições legislativas.
8 de janeiro, 2008 - Pojaman, empresária e esposa de Shinawatra, retorna à Tailândia para responder acusação de corrupção.
24 fevereiro 2008 - O Ministério de Assuntos Exteriores confirma devolução a Shinawatra de seu passaporte diplomático que havia sido tomado pelo regime militar, e anuncia que o ex-primeiro-ministro voltará em breve à Tailândia.
28 de fevereiro de 2008 - Thaksin Shinawatra retorna ao país para responder às acusações de corrupção, 17 meses após ter sido deposto em um golpe de estado, e é detido ao chegar ao país.

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