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04/03/2008 - 22h23
Empresário de boy bands admite fraudes de US$ 300 milhões
Washington, 4 mar (EFE) - Lou Pearlman, o homem que alçou à fama
grupos musicais como N'Sync e Backstreet Boys, concordou hoje em se
declarar culpado de fraudes por US$ 300 milhões e em restituir parte
dos recursos às suas vítimas, disseram fontes judiciais em Orlando
(Flórida).
Eles acrescentaram que em sua admissão de culpabilidade, que será
apresentada na quinta-feira, Pearlman admitirá que durante vinte
anos incentivou pessoas e bancos a investir milhões de dólares em
duas empresas inexistentes.
As acusações feitas contra Pearlman são conspiração, lavagem de
dinheiro e fazer declarações falsas durante um processo pela quebra
de sua empresa, disseram as fontes.
Caso seja declarado culpado por um juiz federal, Pearlman, de 53
anos, poderia ser condenado a um máximo de 25 anos de prisão e a
pagar uma multa de US$ 1 milhão.
As fontes indicaram que como parte de um acordo extrajudicial,
Pearlman se comprometeu a ajudar o Governo a identificar ativos que
poderiam ser devolvidos às vítimas de sua fraude, a entregar quatro
automóveis, incluindo um Rolls Royce Phantom e um Cadillac
limousine.
Segundo os promotores, Pearlman roubou pelo menos 250 pessoas em
um total de US$ 200 milhões e dez instituições bancárias que
perderam US$ 100 milhões em suas operações fictícias.
Também prometeu ajudar as autoridades a processar seus cúmplices.
Pearlman se tornou uma figura do showbizz nos Estados Unidos na
década de 1990 quando criou uma série de grupos de música popular,
entre eles Backstreet Boys e N'Sync.
Esses mesmos grupos o processaram após acusá-lo de se apoderar de
seus lucros.
Os casos foram resolvidos mediante acordos extrajudiciais, cujos
termos não foram divulgados.

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