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04/03/2008 - 11h52
Uribe denunciará Chávez ao TPI por patrocinar o terrorismo

Bogotá, 4 mar (EFE).- O presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou hoje que denunciará o chefe de Estado da Venezuela, Hugo Chávez, perante ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por patrocinar o terrorismo.

"A Colômbia se propõe, no Tribunal Penal Internacional, a denunciar Hugo Chávez, presidente da Venezuela, por patrocínio e financiamento de genocidas", disse Uribe aos jornalistas, após visitar Gloria Polanco de Lozada, ex-congressista libertada na quarta-feira passada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O anúncio de Uribe ocorre no momento em que as relações de seu país com a Venezuela e o Equador passam por uma intensa crise diplomática, após uma operação militar colombiana no sábado passado em território equatoriano, na qual morreu "Raúl Reyes", "número dois" das Farc.

Uribe também afirmou que seus compatriotas estão "firmes contra o terrorismo e seus patrocinadores", para que Colômbia "se livre de uma vez por todas deste pesadelo do terrorismo e de seus patrocinadores".

"Não precisamos que simplesmente nos dêem 'tapinhas' no ombro para nos expressar os pêsames por nossos mortos, enquanto estão refugiando os carrascos da Colômbia", disse Uribe.

O presidente colombiano ressaltou que precisam de "solidariedades ativas contra o terrorismo, como indica a Carta das Nações Unidas e todas as resoluções complementares".

Na segunda-feira, o Governo de Uribe disse que se dispunha pedir à Organização dos Estados Americanos (OEA) que investigasse uma suposta doação do Governo da Venezuela às Farc de US$ 300 milhões, assim como um fornecimento de armas.

O diretor da Polícia colombiana, general Oscar Naranjo, fez estas revelações ao informar sobre a descoberta de informações em um dos três computadores apreendidos de Raúl Reyes na operação.

"De maneira patética, indubitável, indiscutível", disse Naranjo, foram encontradas no primeiro dos três computadores "relações vinculativas das Farc com diferentes Governos, pelo menos com Equador e Venezuela, e com algumas personalidades públicas".

Segundo Naranjo, no mesmo computador, foi encontrado um documento que cita "Ivan Márquez", outro chefe guerrilheiro das Farc, que "fala de US$ 300 milhões com os quais o Governo venezuelano ajudaria as Farc".

Na mesma segunda-feira, o Equador decidiu romper relações diplomáticas com a Colômbia, enquanto a Venezuela expulsou todo o pessoal diplomático colombiano em Caracas, liderado pelo embaixador Fernando Marín.



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