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04/03/2008 - 14h30
Uribe diz que não quer guerra com vizinhos, e sim derrotar terroristas
Bogotá, 4 mar (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe,
disse hoje que a guerra com seus vizinhos não interessa a seu país,
e sim a derrota do terrorismo pelas vias militar e jurídica, e
reiterou que não mobilizou tropas para as fronteiras com Venezuela e
Equador.
"Não temos interesse na guerra, mas temos todo o interesse na
derrota do terrorismo pela via militar e pela via jurídica", disse
Uribe a jornalistas após um encontro com o ex-congressista Luis
Eladio Pérez, libertado na semana passada após quase sete anos em
poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Pouco antes, em visita à também ex-parlamentar libertada Gloria
Polanco, o chefe de Estado colombiano anunciou que denunciará o
presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao Tribunal Penal Internacional
(TPI) por seu suposto "apoio a grupos terroristas" e "genocidas".
"A Colômbia nunca foi um país de guerra com os vizinhos. Nosso
único interesse é a recuperação da ordem pública. Não mobilizamos
tropas, nem estamos caminhando para uma guerra", destacou Uribe.
A Colômbia enfrenta uma crise diplomática histórica por causa da
decisão de Quito de romper relações com Bogotá, anunciada na
segunda-feira pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, ao mesmo
tempo em que a Venezuela expulsou os representantes colombianos em
Caracas, e os dois países deslocaram tropas para as fronteiras.
A grave situação teve início no sábado após uma operação em
território equatoriano que resultou na morte de "Raúl Reyes",
importante líder das Farc e cujo verdadeiro nome era Luis Edgar
Devia.
Uribe afirmou que uma vez "conhecidas todas as informações no
computador de 'Raúl Reyes'", seu Governo se propõe a "denunciar
(Chávez) ao TPI para explicar o suposto crime de financiamento de
genocidas".
Também destacou que a Colômbia quer "dizer ao mundo" que sofreu
40 anos com o terrorismo e que não pode permitir "que nenhum país e
que nenhum Governo se solidarize e se torne cúmplice dos
terroristas".
Uribe deixou claro: "Nós não somos a favor da guerra, mas não
somos fracos", e acrescentou: "Não podemos permitir que terroristas
se refugiem em outro país, causando o derramamento de sangue de
nossos compatriotas".
Segundo Uribe, não se pode aceitar a violação, em detrimento dos
cidadãos colombianos, "das resoluções das Nações Unidas que proíbem
e punem o abrigo de terroristas", e advertiu de que seu Governo os
busca para "tirá-los de onde estiverem".
O chefe de Estado colombiano também agradeceu às nações que
ajudam a Colômbia nessa tarefa e disse que "pede ao mundo para levar
em consideração os Governos que ajudam os terroristas, porque eles
violam as determinações das Nações Unidas".
Segundo Uribe, desde o início de seu Governo, em agosto de 2002,
"tem buscado plenamente a libertação dos seqüestrados" pelas Farc.
Uma coisa, concluiu, é a questão humanitária, e outra, a
permissividade com os terroristas. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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