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13/03/2008 - 15h38
Desertor das Farc cooperou em morte de dirigente das Farc

Bogotá, 13 mar (EFE).- Um desertor das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) cooperou com o assassinato do dirigente da guerrilha conhecido como "Ivan Ríos", segundo publica hoje a revista colombiana "Cambio".

O homem, de 35 anos, e cuja identidade não é revelada pela revista, foi captado pelos serviços de inteligência do país depois que, em outubro, se apresentou ao escritório do Programa de Desmobilização e disse que havia desertado da frente 47 das Farc.

A Inteligência do Exército verificou a informação fornecida pelo desertor, e chegou à conclusão de que "poderia levar ao acampamento de Nelly Ávila Moreno, conhecida como 'Karina', comandante da frente 47 das Farc, e ao refúgio de Ivan Ríos, cujo nome verdadeiro era Manuel Jesús Muñoz Ortiz".

Os militares, acrescenta a informação, autorizaram o retorno do desertor à frente 47 para que entrasse em contato com Pedro Pablo Montoya, conhecido como "Rojas", um amigo seu que acreditava poder convencer a entregar Karina.

Finalmente, Rojas, que se afastou de Karina por causa do conflito colombiano, matou Ivan Ríos, o membro mais jovem do Secretariado das Farc, e se entregou às autoridades na semana passada.

A revista conta os pormenores de como Rojas advertiu ao informante sobre sua mudança de zona, e lhe manifestou sua intenção de mudar de planos e entregar Ríos que, segundo disse, já tinha "certa confiança" nele.

A operação esteve prestes a fracassar várias vezes, até que finalmente os guerrilheiros "optaram por uma velha, mas pouco usada estratégia", segundo a "Cambio": o assassinato do alvo e a obtenção de provas para confirmá-lo.

Em um novo encontro com o desertor, Rojas concordou com o plano, e se comprometeu a buscar o momento propício para matar seu chefe, apesar de os oficiais de Inteligência começarem a ter dúvidas sobre se o guerrilheiro teria sangue frio suficiente para matar Ríos.

Rojas matou Ivan Ríos e a sua companheira enquanto dormiam, cortou a mão direita do guerrilheiro e tirou seus documentos de identificação e suas armas, que levou às autoridades militares.

Agora, o ex-guerrilheiro espera receber uma recompensa de 5 bilhões de pesos (cerca de US$ 2,5 milhões), em meio ao debate e à polêmica geradas por seu caso.



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