|
|  |

18/03/2008 - 03h46
Porta-voz do Dalai Lama desmente apoio a atos violentos no Tibete
Nova Délhi, 18 mar (EFE).- O escritório do Dalai Lama negou hoje
ter fornecido qualquer tipo de apoio à revolta da semana passada em
Lhasa, a capital do Tibete, e acusou a China de ter "reprimido" os
tibetanos durante anos.
"Sua Santidade já deixou claro que dará as boas-vindas a uma
investigação internacional, inclusive com chineses, sobre as
alegações do Governo da China sobre esse suposto apoio às revoltas",
declarou à Agência Efe por telefone o porta-voz do Dalai Lama,
Chhime R. Chhoekyapa.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, acusou hoje o Dalai Lama
e seu "entorno" de ter organizado as revoltas e de fomentar atos
violentos.
"Tudo faz parte de uma campanha de desinformação. A China
reprimiu o povo tibetano durante anos, mas é preciso diálogo para
conquistar nossa mente e nosso coração", acrescentou o porta-voz.
Chhoekyapa criticou o recurso à violência e reiterou a oposição
do Dalai Lama "a qualquer ato violento".
"Sua Santidade acompanha os eventos do Tibete da cidade indiana
de Dharamsala (onde se encontra o Governo no exílio), e está muito
triste", disse.
Segundo Pequim, 13 "civis inocentes" morreram nos distúrbios do
dia 14 de março, nos quais independentistas atacaram lojas e casas e
foram reprimidos pela Polícia.
Os tibetanos no exílio dizem que mais de 100 pessoas morreram nos
protestos.
Terminou na madrugada de hoje o ultimato dado pelas autoridades
aos instigadores das revoltas para que se entregassem, por isso
agora a Polícia procura "casa por casa" os rebeldes, segundo
informaram grupos críticos a Pequim no exterior.

|  |
|