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27/03/2008 - 13h20
Colombianas feridas em ataque a acampamento das Farc pedem refúgio no Equador

Quito, 27 mar (EFE).- As duas colombianas que ficaram feridas na operação militar colombiana contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, em 1º de março, iniciaram os trâmites para solicitar refúgio no Equador, informou hoje a Associação Latino-Americana para os Direitos Humanos (Aldhu).

Sergio Gaete, diretor de Planejamento da Aldhu, disse à agência Efe que o trâmite começou nesta quarta-feira, e tem como objetivo buscar "refúgio político e proteção para testemunhas em processo".

De acordo com Gaete, o trâmite pode durar um máximo de 90 dias, prazo no qual se saberá se o Equador outorga ou não refúgio às colombianas Doris Bohórquez e Martha Pérez.

Ambas se recuperam em um hospital de Quito dos ferimentos sofridos no ataque militar colombiano e, segundo Gaete, ainda deverão permanecer na casa de saúde por mais dois meses.

Segundo o diretor de Planejamento da Aldhu, integrantes de sua associação se reúnem hoje com a mexicana Lucía Morett, que também ficou ferida no ataque militar, para definir sua situação.

Com base em declarações das três mulheres feridas, a Aldhu sustenta que as duas cidadãs colombianas foram obrigadas pelas Farc a prestar serviços domésticos no acampamento que foi atacado em 1º de março na província amazônica de Sucumbíos, no norte do Equador.

Além disso, a Aldhu afirma que Morett era estudante da Universidade Autônoma do México, e que viajou ao acampamento das Farc por razões acadêmicas.

Morett se encontra no mesmo hospital de Quito onde se recuperam as duas colombianas.

No ataque militar morreram quatro estudantes mexicanos, um militar colombiano, o equatoriano Franklin Aisalia, e o porta-voz internacional das Farc, "Raúl Reyes", entre outros.

Na terça-feira passada, a Aldhu, que está encarregada da defesa dos feridos, informou que a Polícia equatoriana impediu dois supostos promotores colombianos de ter acesso às três mulheres resgatadas, quando tentavam chegar a elas de forma ilegal.

As três mulheres permanecem no hospital sob constante vigilância policial.



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