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31/03/2008 - 16h51
Governo da Colômbia acusa Equador de invadir seu espaço aéreo

Bogotá, 31 mar (EFE).- Um helicóptero militar do Equador violou o
espaço aéreo da Colômbia neste domingo, foi obrigado a aterrissar e
depois fugiu das aeronaves que o escoltavam voando em direção ao
porto sudoeste de Tumaco, denunciou hoje o Governo colombiano.

REFÉM DAS FARC
Alexander Martinez/AFP
Centro de saúde em El Capricho, San José del Guaviare, que teria atendido a refém das Farc Ingrid Betancourt em fevereiro; segundo a emissora de rádio colombiana Caracol, Betancourt --cujo estado de saúde é delicado-- precisa com urgência de uma transfusão de sangue, porque estaria com malária, leishmaniose e hepatite B.
REFÉM PRECISA DE SANGUE
FILHO COBRA MOBILIZAÇÃO
SEM CONTATO COM GUERRILHA
PARLAMENTO PEDE SOLUÇÃO
BOGOTÁ MANTÉM SILÊNCIO
O helicóptero equatoriano era ocupado por quatro militares,
informou a Casa de Nariño, a sede da Presidência da Colômbia.

Segundo o Executivo, o responsável pela operação de abordagem
decidiu cancelar "qualquer procedimento" contra o aparelho.

O incidente teve início por volta das 11h10 de domingo (13h10 de
Brasília), quando o helicóptero do Exército equatoriano foi avistado
no espaço aéreo colombiano.

A aeronave era do tipo Gazelle e sua matrícula era 316, indicou
um comunicado lido pelo porta-voz do Executivo, César Mauricio
Velásquez.

Dois tripulantes e dois passageiros, "todos com uniforme militar
das Forças Armadas equatorianas", ocupavam a aeronave, segundo a
nota, que não especificou o ponto da fronteira comum de 586
quilômetros pelo qual o aparelho entrou em território colombiano.

No entanto, acredita-se que tenha sido por Nariño, departamento
que tem Pasto como capital.

"Dois helicópteros Black Hawk do Exército colombiano que estavam
na região tentaram estabelecer contato por rádio com a aeronave, com
resultados negativos", apontou o comunicado, para assinalar que
"foram seguidos os procedimentos internacionais estabelecidos para
estes casos".

O helicóptero foi então obrigado a pousar e, uma vez em terra, os
responsáveis pela interdição "convidaram" os ocupantes a "se dirigir
ao aeroporto da cidade de Tumaco, que se encontra a menos de 15
minutos de vôo do local de aterrissagem", indicou.

Além disso, prosseguiu, os colombianos entregaram por escrito aos
equatorianos "a freqüência 118.1, a fim de manter contato direto" no
trajeto até Tumaco, porto no litoral do oceano Pacífico.

No entanto, "uma vez no ar, o helicóptero equatoriano, escoltado
pelos dois helicópteros colombianos, desceu de forma surpreendente e
empreendeu vôo rasante, com rumo sul, descumprindo as instruções
dadas pelas autoridades colombianas", afirma a nota do Governo.

"O comandante militar do elemento aéreo colombiano decidiu que se
cancelasse qualquer procedimento contra o helicóptero, por se tratar
de uma aeronave militar das Forças Aéreas equatorianas", indicou.

O incidente foi reportado às autoridades militares em Quito,
indicou o Executivo em Bogotá, que apelou para a "cooperação
fraterna entre as autoridades e os povos de Equador e Colômbia, para
cumprir os acordos da Organização dos Estados Americanos (OEA)".

Este episódio ocorre quatro semanas depois do bombardeio
colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia (Farc) em solo equatoriano, no qual morreram pelo menos 26
pessoas, entre eles um dos líderes da guerrilha, "Raúl Reyes".



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