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03/04/2008 - 18h28
Relação sexual de três a sete minutos é "adequada", diz pesquisa

Washington, 3 abr (EFE).- A maioria dos casais nos Estados Unidos e no Canadá considera que uma relação sexual que dure de três a sete minutos é "adequada", e uma de sete a 13 minutos é o "desejável", segundo um estudo que será publicado pela revista "Journal of Sexual Medicine".

Os pesquisadores, liderados por Eric Corty, da Escola de Humanidades e Ciências Sociais na Universidade do estado americano da Pensilvânia, chegaram a tal conclusão após questionarem 50 terapeutas sexuais dos dois países.

Desde a divulgação de filmes, textos e manuais eróticos a partir da década de 1960, além da explosão de vídeos pornográficos, se tornou comum a idéia de que o ato sexual entre humanos deve se prolongar para ser satisfatório.

Segundo o artigo, que sairá na edição de maio da revista e já está disponível em seu site, "as percepções públicas sobre quanto deve durar o ato sexual divergem dos dados objetivos sobre a latência ejaculatória".

A latência ejaculatória se define como o tempo entre o início da penetração vaginal e o começo da ejaculação.

Segundo a revista, este fator "é cada vez mais usado em testes clínicos para o estudo da ejaculação precoce".

A divergência encontrada pela equipe de Corty "pode ser causa de problemas, já que a interpretação subjetiva da latência é um fator relacionado à inconformidade percebida com a duração da relação sexual", acrescenta o texto.

Os pesquisadores pediram aos terapeutas sexuais para que, com base em suas experiências com pacientes, indicassem qual é a duração de um ato sexual "adequado; desejável; curto demais; e longo demais".

Os resultados: de um a dois minutos, a relação é "curta demais"; de três a sete minutos, é "adequada"; de sete a 13 minutos, "desejável"; e de 10 a 30 minutos, é "longa demais".

"Estes resultados sugerem que o terapeuta sexual acredita em média que o ato sexual que dura entre três e 13 minutos é a norma e não constitui, à primeira vista, uma preocupação clínica", diz o artigo.

Um estudo publicado pela mesma revista em julho de 2005 e que envolveu 500 casais de Holanda, Reino Unido, Espanha, Turquia e Estados Unidos descobriu que a duração média do ato sexual era de 5,4 minutos.

A edição de abril do "Journal of Sexual Medicine" inclui um artigo segundo o qual 48% dos homens relataram algum grau de disfunção erétil, e 63% das mulheres admitiram não estarem muito satisfeitas com a firmeza da ereção de seu parceiro.

Este estudo foi realizado com 6.291 homens e 6.272 mulheres entrevistados em 27 países no ano de 2005.

Dado que a postergação da ejaculação é difícil para os homens jovens e a manutenção da ereção diminui com a idade, o estudo de Corty mostra que "as expectativas do público em geral em relação à duração de um ato sexual satisfatório podem mudar, aliviando as pressões e o descontentamento".

"Estes resultados também podem beneficiar os casais que buscam ajuda por causa de problemas sexuais, já que normalizam as expectativas", acrescenta o estudo.



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