Genebra, 17 abr (EFE).- O número de pessoas que tiveram que
deixar suas casas em seus respectivos países superou 26 milhões em
2007, diz um relatório divulgado hoje pelo Internal Displacement
Monitoring Centre (IDMC).
Este número de deslocados pela violência e conflitos armados é o
mais alto desde o princípio da década dos anos 90, informou o IDMC
(Centro de Monitoramento do Deslocamento Interno, em tradução
livre), entidade vinculada ao Conselho de Refugiados da Noruega e
que hoje apresentou o relatório com o apoio do Alto Comissariado da
ONU para os Refugiados (Acnur).
Os países com maior número de refugiados internos voltaram a ser
o Sudão (com 5,8 milhões) e a Colômbia (com 4 milhões), mas, nos
dois, o número aumentou no ano passado.
No Iraque o número de deslocados internos cresceu
vertiginosamente e no final de 2007 este grupo já chegava a 2,5
milhões de pessoas.
Também aconteceram grandes aumentos no número de deslocados
internos na República Democrática do Congo, onde chegou a 1,4
milhão, e na Somália, com 1 milhão de deslocados.
No total, afirma o relatório, existem deslocados em 50 países, e
são especialmente as mulheres e as crianças que sofrem os abusos de
seus direitos humanos mais graves.
Os deslocados devem enfrentar em várias oportunidades novos
ataques armados como os que os fizeram abandonar seus locais de
residência, assim como a fome, doenças ou a falta de um refúgio
apropriado.
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, António Guterres,
disse, ao comentar o relatório, que a situação é mais grave do que o
texto mostra e que é imprescindível a solidariedade internacional
para enfrentar este desafio.