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01/05/2008 - 21h43
Bush pede US$ 770 milhões para combater alta dos alimentos em nível global

Washington, 1 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu hoje ao Congresso US$ 770 milhões em ajuda alimentar para atenuar a crise criada pelos altos preços dos alimentos em várias partes do mundo.

Em declaração emitida hoje na Casa Branca, Bush afirmou: "Estamos trabalhando para garantir que os cidadãos mais pobres recebam a comida de que necessitam".

"Em alguns dos países mais pobres do mundo, a alta dos preços pode significar a diferença entre comer no dia-a-dia ou ir para a cama com o estômago vazio", afirmou o presidente.

A maior parte do montante, inclusive um projeto de lei que também pede US$ 70 bilhões para a Guerra do Iraque, será destinada a enfrentar necessidades imediatas, segundo a Casa Branca.

No total, US$ 620 milhões serão destinados à ajuda de emergência, anunciou o subdiretor do Escritório de Orçamentos da Casa Branca, Steve McMillin.

Outros 150 milhões serão empregados em programas de longo prazo, como ajudar os agricultores em países em desenvolvimento a aumentar a produção e distribuir seus produtos mais rapidamente ao mercado.

Segundo Bush, "para romper o ciclo da fome é importante desenvolver a agricultura".

As drásticas altas do preço dos alimentos no mundo todo, que já foram consideradas como a primeira grande crise alimentícia, desde a Segunda Guerra Mundial, provocaram distúrbios em vários países.

Em parte, os analistas atribuem a alta dos preços à promoção dos biocombustíveis, apoiada pela Casa Branca, como substituto do petróleo.

Bush defendeu este apoio e assegura que a alta dos alimentos pode ser atribuída apenas a 15% dos biocombustíveis, mas também indica que é partidário de que a pesquisa se concentre no uso de vegetais não comestíveis para a produção de energia.

A ajuda anunciada hoje por Bush se soma à ajuda de emergência anunciada no mês passado que inclui a doação de 250 mil toneladas de trigo, no valor de US$ 200 milhões.

Isso representa "apenas o começo" da ajuda americana, prometeu o presidente, que assegurou que serão destinados outros cinco bilhões entre este ano e 2009 em ajuda alimentar e de outros tipos.

Os EUA são o maior fornecedor mundial de ajuda alimentar, e no ano passado entregou mais de US$ 2,1 bilhões a 78 países em vias de desenvolvimento.

O anúncio de Bush foi recebido com satisfação pelo Presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que afirmou que os fundos "ajudarão a alimentar milhões de pessoas que lutam para sobreviver perante o aumento dos preços".



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