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16/05/2008 - 08h12
Zona do euro teve déficit comercial de 2,3 bilhões de euros em março

Bruxelas, 16 mai (EFE) - A zona do euro registrou um déficit comercial de 2,3 bilhões de euros em março passado, frente ao superávit de 7,5 bilhões de euros no mesmo mês de 2007, influenciado principalmente pelos gastos com energia, segundo dados divulgados hoje.

No conjunto da União Européia (UE), o déficit comercial alcançou os 20,5 bilhões de euros, 95% a mais que os 10,5 bilhões de euros de março do ano anterior, indicam os números do Eurostat, o escritório estatístico do bloco europeu.

Durante o primeiro trimestre, o déficit comercial da zona do euro totalizou 12,2 bilhões de euros, contra um de 1,3 bilhão de euros no mesmo período de 2007.

Já no conjunto da UE o resultado negativo se situou em 67,2 milhões de euros, também superior ao déficit de 54 bilhões de euros do mesmo período do ano passado.

Em março, as exportações da zona do euro caíram 2,9% em relação a fevereiro, enquanto as importações ficaram estáveis. Em toda a UE, as exportações diminuíram 4,9%, enquanto as importações cresceram 0,3%.

Os dados de março são uma primeira estimativa, mas o Eurostat também facilitou hoje a informação revisada da balança comercial de fevereiro.

Nos primeiros dois meses do ano, o déficit do capítulo energético aumentou 38% em toda a UE, ao alcançar 58,1 bilhões de euros, enquanto o excedente no setor químico cresceu 10%, ao chegar a 13,1 bilhões de euros, em comparação com os 11,9 bilhões de euros do mesmo período de 2006.

O superávit no setor de troca de maquinaria e veículos aumentou 74%, ao alcançar os 22 bilhões de euros, frente aos 12,6 bilhões de euros de janeiro-fevereiro de 2007.

Quanto às relações com os principais parceiros comerciais, o Eurostat ressaltou o aumento nas exportações dos 27 países do bloco para a Rússia (33% mais no período janeiro-fevereiro), Brasil (30%), a Índia (23%) e China (22%).

Por outro lado, destaca o aumento, durante o mesmo período, das importações dos países-membros da UE desde Noruega (27%), Rússia (26%), Brasil (14%) e a Índia (10%).

O excedente da UE com os Estados Unidos, seu maior parceiro comercial, aumentou 6,5%, até 11,4 bilhões de euros.

O déficit com a China cresceu 4% (até 28,4 bilhões de euros) e com o Japão se reduziu em 7% (até 5,2 bilhões de euros).

Por outro lado, o déficit com a Rússia cresceu 18% (até 12,4 bilhões de euros), o balanço negativo com a Noruega subiu 37% (até 8,4 bilhões de euros) e o com a Coréia do Sul caiu 18% (até 1,9 bilhão de euros).

Por último, por países-membros, o superávit mais elevado no período janeiro-fevereiro (incluindo comércio dentro do bloco) foi o da Alemanha (33,9 bilhões de euro), seguido da Holanda (6,8 bilhões) e Irlanda (3,7 bilhões).

Os maiores déficits foram os do Reino Unido (22,9 bilhões de euros), Espanha (17 bilhões de euros), França (10 bilhões de euros) e Grécia (5,9 bilhões de euros).



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