Bruxelas, 16 mai (EFE) - A União Européia (UE) manifestou hoje à
China sua "profunda ansiedade" com a situação humanitária e dos
direitos humanos no Tibete, e também pediu a libertação dos últimos
prisioneiros da Praça da Paz Celestial.
Altos funcionários da UE e China participaram hoje em Brdo
(Eslovênia) na 25ª rodada de diálogo sobre direitos humanos, na qual
foram debatidas questões como a liberdade de expressão, os direitos
das minorias ou a cooperação com organismos da ONU.
Segundo um comunicado da Presidência eslovena, os europeus
mostraram sua "profunda ansiedade" com a situação humanitária no
Tibete, enquanto a China "reiterou em detalhe sua posição habitual"
sobre essa região e o papel do dalai lama, mas indicou que "continua
aberta a porta para novas conversas".
A UE pediu à China que ratifique a Convenção Internacional de
Direitos Civis e Políticos, assim como a abolição do programa de
reeducação através do trabalho e a libertação dos prisioneiros da
Praça da Paz Celestial que ainda estão presos.
Por sua parte, a China reiterou seu compromisso de ratificar a
citada Convenção assim que tiverem sido implementadas as reformas
apropriadas no sistema judiciário.
A parte européia recebeu de forma positiva a redução de execuções
que houve na China em 2007 em relação ao ano anterior, mas pediu às
autoridades de Pequim que divulguem as estatísticas sobre sentenças
de morte e aplicações dessas.
A delegação da UE expressou ainda sua preocupação com as
"contínuas restrições" à liberdade de expressão na China, tanto na
liberdade de imprensa quanto pela internet.
Neste contexto, o bloco citou as normas oficiais chinesas sobre o
trabalho dos jornalistas estrangeiros.
Além disso, a União Européia ressaltou sua preocupação sobre a
situação dos defensores dos direitos humanos na China.
Esta sessão foi precedida de um seminário de dois dias sobre os
direitos e a saúde das crianças, o primeiro deste tipo que ocorre
desde 2006.
O próximo diálogo entre a UE e a China sobre direitos humanos
será realizado no segundo semestre do mês em Pequim e com a
Presidência de turno francesa do bloco.