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16/05/2008 - 21h29

Começa sessão de encerramento da 5ª Cúpula da América Latina, Caribe e UE

Lima, 16 mai (EFE).- A sessão de encerramento da 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês) começou com os discursos das presidentas da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e do Chile, Michelle Bachelet, que expuseram as conclusões dos debates sobre pobreza, desigualdade e exclusão.

Cristina admitiu que este "é talvez o problema mais grave da região" e propôs analisar "as políticas de origem do empobrecimento do continente".

Já Bachelet asseverou que "o crescimento sem eqüidade não conduz ao desenvolvimento" e defendeu que não se cometam os mesmos erros da década de 90, quando não se avançava com eqüidade.

Para isso, propôs mais investimentos em infância, educação e saúde.

O presidente do México, Felipe Calderón, outro dos conferecistas, disse que nem o Estado nem o mercado podem resolver problemas por si mesmos e que a ação do mercado deve ser acompanhada de "uma posição retificadora do Estado para corrigir desigualdades".

Após as exposições sobre pobreza, desigualdade e exclusão, nos quais também participou o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, passou-se pormenorizadamente o que aconteceu na mesa sobre mudança climática e energia.

Estes foram os dois grandes temas de debate durante a 5ª Cúpula EU-LAC.

Também estão previstos os pronunciamentos do presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, do primeiro-ministro da Eslovênia, Janez Jansa, e por último o anfitrião, o peruano Alan García.

Para finalizar, se aprovará a Declaração de Lima, texto final desta cúpula, e Durão Barroso, Jansa e García darão uma entrevista coletiva.

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