Lima, 16 mai (EFE).- A sessão de encerramento da 5ª Cúpula
América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês)
começou com os discursos das presidentas da Argentina, Cristina
Fernández de Kirchner, e do Chile, Michelle Bachelet, que expuseram
as conclusões dos debates sobre pobreza, desigualdade e exclusão.
Cristina admitiu que este "é talvez o problema mais grave da
região" e propôs analisar "as políticas de origem do empobrecimento
do continente".
Já Bachelet asseverou que "o crescimento sem eqüidade não conduz
ao desenvolvimento" e defendeu que não se cometam os mesmos erros da
década de 90, quando não se avançava com eqüidade.
Para isso, propôs mais investimentos em infância, educação e
saúde.
O presidente do México, Felipe Calderón, outro dos conferecistas,
disse que nem o Estado nem o mercado podem resolver problemas por si
mesmos e que a ação do mercado deve ser acompanhada de "uma posição
retificadora do Estado para corrigir desigualdades".
Após as exposições sobre pobreza, desigualdade e exclusão, nos
quais também participou o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek,
passou-se pormenorizadamente o que aconteceu na mesa sobre mudança
climática e energia.
Estes foram os dois grandes temas de debate durante a 5ª Cúpula
EU-LAC.
Também estão previstos os pronunciamentos do presidente da
Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, do primeiro-ministro
da Eslovênia, Janez Jansa, e por último o anfitrião, o peruano Alan
García.
Para finalizar, se aprovará a Declaração de Lima, texto final
desta cúpula, e Durão Barroso, Jansa e García darão uma entrevista
coletiva.