Lima, 16 mai (EFE).- A 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União
Européia (LAC-EU, na sigla em inglês) foi concluída hoje na capital
peruana com uma declaração na qual ambas as regiões se comprometem a
garantir sua relação e a buscar juntas soluções para os problemas
globais.
A reunião foi liderada pelo presidente do Peru, Alan García, que
esta noite oferece um jantar aos participantes, representantes de 60
países dos dois lados do Atlântico.
Amanhã, sábado, serão realizadas reuniões entre representantes da
UE e dos grupos subregionais e países com os quais existem acordos
fechados, ou em andamento para fechá-los: Mercosul, Comunidade
Andina, Sistema de Integração Centro-Americano, países caribenhos,
México e Chile.
García, que havia pedido no início da cúpula que desta reunião
surgissem "metas concretas", comemorou por se ter conseguido "um
compromisso de ação contra a pobreza", um problema que afeta quase
um terço dos latino-americanos.
Também pediu para erradicar o analfabetismo e transformar uma
parte da dívida da América Latina com a Europa "em desenvolvimento",
assim como o fim da "loucura" da corrida armamentista e dos
conflitos e dos rancores entre países.
Além disso, o líder peruano sugeriu o estabelecimento de um
mecanismo de acompanhamento dos compromissos alcançados nestas
cúpulas e propôs que os encarregados sejam Espanha e Argentina.
Antes da adoção da Declaração de Lima, redigida na quinta-feira
pelos chanceleres de ambas as regiões, e do discurso de García, os
titulares das oito mesas de trabalho em que se desenvolveram os
debates da cúpula expuseram suas conclusões.
Os dois eixos temáticos desta cúpula foram: "pobreza,
desigualdade e inclusão" e "desenvolvimento sustentável, meio
ambiente, mudança climática e energia".
A próxima Cúpula América Latina-UE será realizada na Espanha, em
2010. O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez
Zapatero, prometeu trabalhar ativamente para avançar nas metas
fixadas.