Bagdá, 20 jul (EFE).- O Governo iraquiano negou hoje que o
primeiro-ministro do país, Nouri al-Maliki, tenha declarado seu
apoio ao plano do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama,
para retirar as tropas americanas do Iraque em um prazo de 16 meses
caso ganhe as eleições presidenciais de novembro.
"Foram mal entendidas e mal traduzidas as declarações que o
primeiro-ministro Nouri al-Maliki fez ontem, em entrevista à revista
alemã 'Der Spiegel', sobre a visão de Obama a respeito da retirada
das forças norte-americanas do Iraque", afirmou o porta-voz do
Executivo iraquiano, Ali al-Dabbagh.
"As afirmações do chefe de Governo não foram transmitidas de
maneira exata", afirmou o funcionário iraquiano.
Ele lembrou ainda que a idéia defendida por Maliki sobre a saída
dessas tropas é baseada nas necessidades do Iraque no âmbito da
manutenção da segurança.
Dabbagh disse que a evolução positiva da situação de segurança
nas cidades do Iraque fez com que o assunto da retirada dessas
forças figurasse nas perspectivas e calendários de ambas as partes.
Por último, reiterou que as declarações de Maliki ou de qualquer
membro do Governo iraquiano não devem ser entendidas como um apoio a
nenhum dos dois candidatos à Presidência dos EUA.
A reação oficial iraquiana ocorre um dia depois que a "Der
Spiegel" anunciou que o chefe do Governo iraquiano tinha dito, em
entrevista -que o semanário publicará na segunda-feira,- que o prazo
de retirada das tropas dos EUA (proposto por Obama) era "correto,
salvo modificações pontuais".