Belgrado, 20 jul (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores
sérivo, Vuk Jeremic, anunciou hoje a possibilidade de que a Sérvia
devolva em breve aos seus postos os embaixadores que foram retirados
dos países da União Européia (UE) que reconheceram a independência
unilateral do Kosovo.
Em entrevista coletiva, Jeremic declarou que seu ministério
apresentará essa proposta de "normalização das relações e contatos
de alto nível com esses países" no próximo conselho de ministros, na
quinta-feira que vem, e que já manteve consultas a respeito com o
presidente do país, Boris Tadic.
"Isso será feito com o objetivo de aumentar nossos recursos
diplomáticos e nossos esforços para que, antes do fim do ano,
obtenhamos o status de candidatos ao ingresso na UE", disse Jeremic,
segundo quem a integração européia é uma das prioridades do Governo
sérvio.
"Não renunciamos nem ao nosso futuro europeu nem ao Kosovo",
declarou.
A proposta não se refere ao retorno de embaixadores a outros
países fora da UE que tenham reconhecido a independência do Kosovo,
território que se autoproclamou soberano em fevereiro, mas que é
considerado parte inalienável do Estado pela Sérvia.
Até agora, o Kosovo foi reconhecido por 43 países, a maioria
deles ocidentais, como os Estados Unidos e vários membros da UE.
Jeremic concedeu a entrevista coletiva após uma viagem à França,
país que preside a UE durante este semestre; à Rússia, que é o
principal parceiro da Sérvia na luta diplomática e política pela
manutenção de Kosovo; e à Nova York, onde se reuniu com o
secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
"Agora, depois das conversas em Paris, Moscou e Nova York,
opinamos que essa revisão parcial do plano de ação (sérvio para o
Kosovo) trará ótimos resultados", disse Jeremic.