Washington, 20 jul (EFE).- Centenas de manifestantes, a maioria
deles colombianos, se reuniram hoje em frente à Casa Branca, sob um
sol forte, para pedir a libertação de todos os seqüestrados na
Colômbia.
Durante o ato, os presentes agitaram bandeiras colombianas,
tocaram músicas típicas e proferidas palavras de ordem como
"Libertem eles já, já, já" e "Viva o Exército, viva a Polícia".
Entre os manifestantes, estava Jo Rosano, mãe de Marc Gonsalves,
um dos três americanos que estavam em poder das Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc) e foram resgatados no último dia
2, junto com a franco-colombiana Ingrid Betancourt e mais 11
militares e policiais colombianos.
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o
chileno José Miguel Insulza; o embaixador da Colômbia na OEA, Camilo
Ospina; e diplomatas de Peru, Panamá, Chile, EUA e Guatemala também
marcaram presença no protesto.
"Precisamos dizer às Farc para devolverem à Colômbia sua gente",
disse Rosano, que prometeu continuar trabalhando pela causa até que
todos os presos sejam libertados ou resgatados.
Rosano, de 59 anos, descreveu à Agência Efe os mais de cinco anos
de cativeiro do seu filho como um "autêntico inferno", apesar de ter
mantido a esperança durante todo o tempo.
Já Insulza elogiou o fato de os colombianos, dentro e fora de seu
país, terem decidido celebrar o Dia da Independência "exigindo a
liberdade dos seus compatriotas cruelmente seqüestrados há vários
anos".
O secretário-geral da OEA afirmou que esta é uma causa "nobre"
que une "todos os habitantes das Américas".
"Todos queremos que termine a situação de seqüestro na Colômbia,
todos queremos a paz na Colômbia, todos queremos a liberdade de
todos os colombianos", acrescentou.