Sergio Massa, que hoje foi nomeado chefe de Gabinete da Argentina depois da renúncia de Alberto Fernández, afirmou que pretende "ser uma mão na roda para a presidente" do país, Cristina Fernández de Kirchner.
"Vou acompanhar uma presidente que sonha em construir um país
melhor, que me pediu para trabalhar com a mesma responsabilidade com
a qual me guiei e que o faça junto a ela com muita sinceridade e
falando com franqueza", declarou a jornalistas.
Massa, de 36 anos e que tem íntima ligação com o casal Kirchner,
conversou com a imprensa às portas da sede do município de Tigre,
cidade da periferia de Buenos Aires da qual é prefeito desde
dezembro.
"Vou dar o melhor de mim, muita responsabilidade, paixão e
energia para ser uma mão na roda para a presidente", disse Sergio
Massa.
Além disso, ele evitou responder sobre se, como avaliam alguns
analistas, o afastamento de Alberto Fernández de um posto
estratégico dará lugar a uma nova etapa para o Governo e disse que
prefere falar sobre o que tem "para apresentar".
Massa aceitou o cargo durante uma reunião com Cristina e o
ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007), marido e antecessor da
governante, na residência presidencial de Olivos, nos arredores de
Buenos Aires.
"Falei com a presidente por mais de uma hora sobre minha tarefa,
do que ela precisava e do que para mim é importante. Agora é
trabalhar, sem especulações nem mesquinharias, porque todos
precisamos que a Argentina vá bem", ressaltou.
Sobre o longo conflito entre o Governo e o setor rural pelo
polêmico sistema de impostos às exportações de grãos rejeitado pelo
Senado, o futuro chefe do Gabinete esclareceu que "cada um tem seu
papel".
"Há um novo secretário de Agricultura, um homem muito capaz e
muito sólido", declarou, referindo-se ao engenheiro agrônomo Carlos
Cheppi, que hoje assumiu em substituição a Javier De Urquiza, que
renunciou depois de quase quatro meses de conflito com as patronais
agropecuárias.