México, 15 ago (EFE).- A Universidade Nacional Autônoma do México
(Unam) previu hoje que o planeta Terra está perto de uma "pequena
Era de gelo" que duraria entre 60 e 80 anos como conseqüência de uma
diminuição da atividade solar.
O trabalho da Unam foi apresentado pelo pesquisador do Instituto
de Geofísica desse centro, Víctor Manuel Velasco Herrera, em um ato
público em que foi defendido que a recente ruptura da geleira
argentina Perito Moreno, incomum por ter ocorrido em pleno inverno,
não foi devido à mudança climática.
segundo ele, se trata de um processo natural provocado pela
temperatura e pela precipitação do rio.
O especialista disse na conferência "Los derrumbes del Glaciar
Perito Moreno" ("A destruição da geleira Perito Moreno", em tradução
livre) que este tipo de fenômeno natural ocorre a cada dois ou
quatro anos, "ainda no inverno".
Depois, Velasco afirmou que as previsões do Intergovernmental
Panel on Climate Change (IPPC), onde se informa que a temperatura
vai aumentar por causa da mudança climática, são errôneas.
"São incorretos porque se baseiam apenas em modelos matemáticos e
apresentam resultados em cenários que não incluem, por exemplo, a
atividade solar", disse.
Ele acrescentou que dentro da mudança climática há fatores
internos como os vulcões e a atividade humana, e externos como a
solar.
"Curiosamente o astro nunca foi visto como um agente de
esfriamento, mas de aquecimento, mas tem os dois papéis", apontou.
Segundo ele, atualmente o mundo vive uma etapa de transição onde
a atividade solar diminui consideravelmente, "portanto, em dois anos
aproximadamente, haverá uma pequena Era de gelo que durará de 60 a
80 anos", e a conseqüência imediata disso será a seca.
"Neste século as geleiras vão aumentar", como se pode observar na
cordilheira dos Andes e em Perito Moreno.