Moscou, 6 set (EFE).- O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou hoje que "a Rússia é um estado ao qual levarão em conta" e acrescentou que a crise na Ossétia do Sul obriga a pensar sobre a necessidade de fortalecer a segurança nacional.
O país "nunca permitirá que atentem contra a vida e a dignidade de seus cidadãos. A Rússia é um Estado ao qual, adiante, levarão em conta", disse Medvedev, citado pelas agência russas, em reunião do Conselho de Estado sobre a situação no Cáucaso e suas conseqüências.
O chefe do Kremlin admitiu que atualmente há os que tentam submeter a Rússia a "pressões políticas", mas ressaltou que essas tentativas serão infrutíferas.
"Isto não é nenhuma novidade para nós. Mas não poderão fazer nada", enfatizou.
Na reunião do Conselho de Estado, que reúne os líderes regionais e outras autoridades de país, Medvedev disse que, após a crise na Ossétia do Sul, "é preciso tirar conclusões sobre a estratégia de política externa e o trabalho conjunto para o fortalecimento da segurança nacional".
"O confronto não é nossa opção", disse o chefe do Kremlin, que confirmou a disposição de Moscou em chegar a acordos em pé de igualdade e benefício mútuo e a desenvolver "relações de boa vizinhança baseadas nos princípios reais do direito internacional".
Ao mesmo tempo, pediu que chamassem "as coisas por seu nome", e acrescentou que, "devido à agressão gerada pela Geórgia na região (o Cáucaso), aconteceu uma guerra que tirou vidas de russos, ossetas e georgianos".
"Não escolhemos esta guerra. Foi imposta a nós. Nenhum país do mundo teria agüentado que matassem seus cidadãos e soldados de paz", disse.
Medvedev acrescentou que a Rússia não pôde nem queria atuar de outra forma, já que as ações da Geórgia eram uma "grave ameaça para o direito internacional e a estabilidade".
Denunciou que a Geórgia continua recebendo armamento dos países ocidentais sob a bandeira de ajuda humanitária.
"Infelizmente, a situação é tal que continuam armando o regime georgiano, inclusive sob a bandeira de ajuda humanitária", disse o chefe do Kremlin.