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18/11/2008 - 21h11

Obama escolhe Eric Holder para secretário de Justiça

EFE
Em Washington
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu seu assessor Eric Holder para liderar o Departamento de Justiça dentro do processo de avaliação dos possíveis membros de seu Governo.

Obama, que hoje fez uma videoconferência perante uma reunião de governadores na Califórnia onde prometeu priorizar a luta contra a mudança climática, ofereceu o posto a Holder, um prestigioso advogado de 57 anos, que aceitou o cargo.

A nomeação não foi anunciada oficialmente, à espera de que Holder passe pelo processo formal de avaliação que desenvolve a equipe de transição de Obama, para determinar se há alguma circunstância que o incapacite para o cargo ou para receber o sinal verde do Senado.

Se a nomeação, divulgada pela revista "Newsweek", for confirmada, Holder se tornaria o primeiro secretário de Justiça negro dos EUA.

Embora a equipe de transição de Obama já tenha anunciado algumas nomeações dentro da Casa Branca, em particular a de seu chefe de Gabinete, Rahm Emanuel, Holder é o primeiro nome a ser confirmado para ocupar um cargo no Governo.

Holder, atualmente membro de um prestigioso escritório de advogados, já ocupou o posto de subsecretário de Justiça durante a Administração de Bill Clinton.

No entanto, viu-se imerso em polêmica quando não transferiu à Casa Branca a preocupação no Departamento de Justiça pela anistia ao empresário foragido Marc Rich, que Clinton assinou no último dia de seu mandato.

Holder tinha expressado sua preocupação com que no processo de confirmação o caso voltasse à luz, mas, segundo a "Newsweek", a equipe de transição e ele mesmo chegaram à conclusão de que é improvável que o Senado vete a nomeação.

Além de Holder, um dos nomes que mais são cogitados para o Governo de Barack Obama é o da senadora Hillary Clinton, a qual poderia ser a próxima secretária de Estado.

Segundo a imprensa americana, o grande obstáculo para a nomeação é decidir se haveria algum tipo de conflito de interesses com as atividades do ex-presidente e marido da senadora, Bill Clinton.

O cargo de secretário de Estado não é o único que criou polêmica.

O secretário do Tesouro terá na próxima Administração uma importância singular, por causa da gravidade da crise econômica no país.

O ex-secretário do Tesouro durante o Governo de Clinton Larry Summers era um dos nomes mais cotados para assumir a posição, mas esta candidatura parece ter perdido força nos últimos dias.

Para o Departamento de Defesa, uma das possibilidades mais divulgadas é a de que Obama optará por manter em seu posto o atual chefe do Pentágono, Robert Gates, durante um ano, para supervisionar o desenvolvimento dos conflitos no Iraque e no Afeganistão.

Obama prometeu agir com "pressa meditada" em suas nomeações, as quais devem começar a ser feitas oficialmente nos últimos dias de novembro.

O governante eleito optou pela discrição e apenas compareceu hoje em público em discurso à reunião de governadores, onde sustentou que sua "Presidência marcará um novo capítulo na liderança dos EUA sobre a mudança climática".

Sua meta é levar até 2020 as emissões ao nível que tinham em 1990, e diminuí-las em 80% até 2050. Além disso, se propõe a investir US$ 15 bilhões anuais para promover o uso de energias limpas no setor privado.

Obama afirmou que "logo que assumir o cargo, podem ficar certos de que os EUA voltarão a se envolver de forma profunda nestas negociações, e ajudará a liderar o mundo a uma nova era de cooperação global sobre a mudança climática".

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