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04/07/2009 - 18h58

Zelaya ratifica que chegará a Honduras no domingo

(atualiza com novas declarações de Zelaya).

Caracas, 4 jul (EFE).- O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, ratificou hoje que amanhã voltará a Tegucigalpa junto com "vários presidentes", pediu a seus simpatizantes que vão receber sem armas advertiu aos que o derrubaram que "estão cercados".

"Vamos nos apresentar no aeroporto em Tegucigalpa com vários presidentes, vários membros de comunidades internacionais. Neste domingo, estaremos em Tegucigalpa abraçando-os, acompanhado-os para fazer valer o que tanto defendemos em nossa vida, que é a vontade de Deus através da vontade do povo", disse, em dicurso transmitido pela emissora venezuelana "Telesur".

Após lembrar como foi tirado de seu país no domingo passado pelos militares, Zelaya disse que estes "estão em cumplicidade com a elite voraz que espreme e asfixia nosso povo", e fazem parte de um golpe que "colcou em evidência diante do mundo que, em Honduras, ainda há uma espécie de barbárie".

"Esta é uma grande oportunidade para mostrar ao mundo que os hondurenhos são capazes de enfrentar estes problemas e de ir adiante, apesar desta seita criminosa que hoje pretende se apropriar dos destinos de nossa nação", acrescentou.

Chamou os militares de "golpistas traidores" e os pediu para "retificar no menor tempo possível".

Zelaya advertiu que "estão cercados" e que "terão que prestar conta pelo genocídio que estão cometendo".

Sobre seu retorno, insistiu em que será o do presidente eleito pelo povo e ressaltou que seus simpatizantes não devem levar armas.

Em declarações ao canal "Telesur" e já em Washington, Zelaya pediu à imprensa uma grande cobertura jornalística em sua chegada à capital hondurenha.

"Eu lhes peço, com toda minha alma, com todas as forças do meu coração, que se mantenham a par de nossa chega a Tegucigalpa", uma vez que hoje termine na Organização dos Estados Americanos (OEA) o que chamou de "a última batalha em organismos internacionais".

Zelaya disse que dá como "certo" que voltará a Tegucigalpa acompanhado pelo menos pelos presidentes de Argentina, Cristina Kirchner; Paraguai, Fernando Lugo, e Equador, Rafael Correa, e de "outros dirigentes mundiais" que não identificou.

"Não vamos diminuir nossa capacidade de luta jamais", frisou.

Os hondurenhos e a comunidade internacional devem ter "a total segurança de que vamos retornar com as mãos limpas, mas com as mãos abertas para abraçar todos os hondurenhos", afirmou.

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