Washington, 5 jul (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Miguel Zelaya, tentará retornar hoje a seu país em um voo no qual não viajará nenhum outro chefe de Estado latino-americano, como tinha sido previsto, mas será acompanhado pelo presidente da Assembleia Geral da ONU, o ex-chanceler nicaraguense Miguel D'Escoto.
"Se Zelaya aterrissar e considerar oportuno que vamos, iremos", disse, em Washington, o presidente do Equador, Rafael Correa, em breve entrevista coletiva.
O presidente equatoriano viajará a El Salvador junto com os presidentes da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e do Paraguai, Fernando Lugo, e o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, para acompanhar de perto os eventos.
Esta decisão foi tomada após uma reunião mantida pelos governantes e por vários chanceleres na residência do embaixador equatoriano em Washington, Luis Gallegos, depois que a OEA decidiu no sábado, em uma assembleia extraordinária, suspender o país centro-americano.
Zelaya já está neste momento no aeroporto preparado para sair de Washington em direção a Honduras, mas as autoridades hondurenhas poderiam não deixá-lo aterrissar, como anunciou hoje o novo chanceler do país, Enrique Ortez.
"Com o respaldo do presidente da República e das Forças Armadas, como chanceler, dei instruções de que não deixem o avião entrar", disse Ortez à imprensa.
A Direção de Aeronáutica e outras autoridades "têm instruções de não deixar entrar o avião, venha quem vier" nele, proibição válida para todos os aeroportos nacionais e internacionais do país, afirmou.
No entanto, o presidente deposto reiterou hoje sua determinação em voltar, porque quer acompanhar seu povo, "pedir calma, e não violência".